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Conferência livre sobre saúde nas favelas acontece neste sábado na UERJ

Conferência livre debate ações de melhorias nas favelas e direito à vida, pensando em propostas de solução e melhorias para a saúde pública
Conferência Livre, Democrática e Popular em Saúde - Etapa Estadual RJ (Foto: André Lima / arquivo pessoal)
Conferência Livre, Democrática e Popular em Saúde - Etapa Estadual RJ (Foto: André Lima / arquivo pessoal)

A Conferência Livre das Favelas e Periferias será realizada no próximo sábado (3) na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O evento espera receber mais de 250 pessoas que se inscreveram para participar da evento que debate o direito à vida e ao SUS em favelas e periferias.

A reunião conta com lideranças comunitárias engajadas com a pauta da saúde nas favelas, entre os participantes estão organizações não governamentais como Redes da Maré, Organização Mulheres de Atitude (OMA) de Manguinhos, o Aprendizagem e Prevenção do Complexo do Alemão (Educap) entre outros coletivos e pré-vestibulares.

Segurança pública, acesso à saúde e saneamento básico em debate

A coordenadora do Educap, Lucia Cabral, conta que a conferência é objetiva e que tem como prioridade no debate o cuidado, buscando sair do processo de adoecimento e solução ter como temporária “mostrar que direito à vida não é mercadoria”, pontua. Ela também conta que o saneamento básico será outra temática muito abordada além da saúde mental.

Neste ponto, Lucia considera que as operações policiais também podem ser abordadas na conversa sobre saúde mental. “Até agora a gente só tem o adoecimento. A gente entende saúde como cuidar do corpo e da mente, mas quem é que tem saúde mental para aguentar toda essa pressão psicológica?” Ela comenta sobre os atendimentos nos postos nos dias de operação. “A maioria dos atendimentos são de pessoas que estão passando mal com pressão alta”, relata.

A relevância da conferência com representantes populares

No ano passado, aconteceram dois eventos para debater a saúde pública: a Conferência Livre, Popular e Democrática da Leopoldina (2022) e a Conferência Livre, Democrática e Popular em Saúde – Etapa Estadual RJ, esta que contou com a presença do presidente Lula (PT), que na época era pré-candidato a presidência. Lúcia as relembra e acha que os pontos abordados são de extrema importância. “Não adianta uma construção de política se ela não tem a nossa participação” pontua Cabral.

Conferência Livre, Popular e Democrática da Leopoldina 2022. (Foto: André Lima / acervo pessoal)

Um dos organizadores do evento, que trabalha no Projeto de Promoção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis de Centros Urbanos da Fiocruz é André Lima. Ele conta que o ponto interessante da conferência é pensar como as políticas públicas chegam nas periferias. André defende que os serviços são “geralmente são subfinanciados” e a solução é a participação social “É preciso criar espaço de participação social permanente” ou como ele prefere chamar “espaços de governança territorial democrática”.

Plano de Ação Popular do CPX na conferência livre

Além de debater os problemas, o evento também será o momento de pensar em soluções. O CPX tem um plano de ação no qual Lúcia ajudou a construir e que considera uma importante ferramenta. “A gente sabe onde o calo aperta e a favela precisa entender que a gente precisa e tem o poder de ocupar espaços”, pontua. No plano de Ação do CPX está listado tanto os problemas quanto possíveis soluções para o território.

A Conferência Livre de Saúde das Favelas e Periferias acontece amanhã e precisa de inscrição prévia. Segundo André informou, o evento já conta com 297 inscritos e a sala tem lotação máxima de 250 pessoas. Entretanto ele não garante que todos os inscritos vão ao evento. O local de realização é no pré-vestibular Social do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj), na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), na Rua São Francisco Xavier, 524, sala 1020, 1º andar, Bloco D, Maracanã, de 9h às 12h30.


Confira a programação aqui.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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