Com a chegada do inverno, aumenta a preocupação com doenças respiratórias e outras enfermidades que costumam registrar maior circulação nesta época do ano. Embora o cenário esteja sob controle no município do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que a população deve redobrar os cuidados para evitar complicações e reduzir a transmissão.
De acordo com o coordenador de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Flávio Dias, neste momento há uma pequena elevação nos casos de febre chikungunya, hepatite A e síndromes respiratórias causadas pelos vírus Influenza B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus. Segundo ele, os registros permanecem dentro da curva considerada normal para a época do ano.
“Conforme a sazonalidade, neste momento observamos pequena elevação, porém dentro das curvas de normalidade, de casos de febre chikungunya, hepatite A, síndromes respiratórias pelo vírus Influenza B, VSR e rinovírus”, explica Flávio Dias.

O especialista destaca que essas doenças são endêmicas no país e costumam apresentar aumento em determinadas épocas do ano. Entre os fatores que influenciam esse comportamento estão as temperaturas mais baixas, que favorecem a circulação de vírus respiratórios; as mudanças climáticas, que podem acelerar a reprodução do mosquito transmissor da chikungunya; e comportamentos relacionados à alimentação e às formas de transmissão da hepatite A.
Mesmo sem um cenário de alerta, a Secretaria reforça que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar novos casos. No caso da chikungunya, a orientação é eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d’água fechadas e evitar qualquer local que possa servir de criadouro para o mosquito. Já para a hepatite A, os cuidados envolvem o consumo de água tratada, alimentos bem higienizados e a adoção de práticas sexuais seguras.
Para as síndromes respiratórias, a recomendação é manter a vacinação em dia, adotar a etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar, higienizar frequentemente as mãos e, sempre que possível, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas.
Segundo Flávio Dias, identificar qual doença está causando os sintomas nem sempre é uma tarefa simples, já que muitas delas começam da mesma forma.
“Todas as doenças em questão se manifestam como síndromes febris. O mais importante sempre é procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima para avaliação criteriosa e realização dos procedimentos disponíveis para elucidação do quadro apresentado“, orienta.
A recomendação vale principalmente para quem apresentar febre acompanhada de outros sintomas, como dores no corpo, tosse, coriza, dor de garganta, manchas na pele ou mal-estar. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas merecem atenção especial por apresentarem maior risco de evolução para quadros graves.
A vacinação continua sendo uma das principais estratégias para reduzir internações e mortes causadas pela influenza e pela covid-19. Atualmente, a vacina atualizada contra a covid-19 está disponível para idosos a partir de 70 anos e gestantes, enquanto a campanha contra a gripe segue voltada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
“A vacinação é uma das principais formas de prevenção da influenza e da covid-19, principalmente para evitar o agravamento clínico que pode levar à hospitalização e ao óbito. Manter a vacinação atualizada garante proteção, promove qualidade de vida e evita complicações importantes, como pneumonias“, reforça o coordenador.
A Secretaria Municipal de Saúde informa que acompanha continuamente o cenário epidemiológico em todas as regiões da cidade. Embora não haja áreas específicas com maior preocupação neste momento, o órgão orienta que qualquer pessoa com sintomas procure a unidade de saúde mais próxima para receber avaliação e iniciar o tratamento adequado, quando necessário.
