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Morador da Chácara do Céu faz tatuagens gratuitas em mulheres que tiveram câncer de mama

Há 9 anos, Beto Tattoo criou projeto de reconstrução do mamilo e da aréola

Empatia e solidariedade são duas palavras que ficaram em evidência durante a pandemia da Covid-19. Entretanto, para Roberto dos Santos, morador da favela Chácara do Céu, ações neste sentido acontecem há nove anos. Beto Tattoo, como é conhecido, é tatuador desde 2002 e, após driblar as dificuldades do início, passou a tatuar gratuitamente vítimas de câncer de mama para reconstrução dos mamilos e aréolas.

Comecei a tatuar no seguimento da arte de rua que eu já realizava grafitando nas paredes dos bairros. Foi complicado, era uma época de muito preconceito e difícil acesso a bons materiais. Mesmo assim não desisti. E o projeto surgiu há 9 anos. Uma pessoa que realizei uma arte em seu seio mencionou sobre mulheres com câncer de mama. Então atendi a uma gratuitamente, que trouxe outras dez e essas dez mulheres se transformaram em mais de mil mulheres de todo Brasil“, relata Beto.

A caminhada de solidariedade continua através da arte e completará 10 anos em janeiro. Beto diz que é gratificante levar autoestima com para diversas mulheres.

Emoção por muitas histórias de abandono. Isso me deixa muito triste pois muitas mulheres são abandonadas por seus companheiros. Emoção mesmo é até hoje ser abraçado por essa tropa enorme com um sorriso e lágrimas de alegria. Tenho muitas histórias bacanas a contar dessas guerreiras“, diz o tatuador.

(IMAGEM SENSÍVEL)

Cobertura de vitiligo

Além da reconstrução dos mamilos e da auréola, outro trabalho que Beto faz através da arte é a cobertura de vitiligo. Contudo, é uma arte de mais difícil pigmentação e, em alguns casos, a tinta não fica totalmente. Ainda assim, Beto afirma que muitas pessoas se sentem melhores com a tatuagem.

Foto: reprodução/Instagram

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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