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Ministério Público denuncia quatro policiais por mortes de moradores no Vidigal

O Ministério publico entendeu que as vitimas não representavam perigo algum aos policiais e segundo moradores e testemunhas, as vitimas eram conhecidas na favela e trabalhavam
Foto: Selma Souza / Voz das Comunidades

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ), publicou no site oficial a denúncia de quatro policiais militares pelas mortes em janeiro deste ano, na favela do Vidigal, zona Sul do Rio. De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram por motivo fúteis, pelo fato dos policiais terem suspeitado que as vítimas eram integrantes do tráfico de drogas.

Ainda de acordo com a denúncia, os policiais militares Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista, Ricardo de Moraes Mattos e Rafael Nascimento Rosa invadiram a residência de um morador, onde se esconderam para efetuar disparos contra pessoas que eles julgavam fazer parte do tráfico, criando uma espécie de armadilha. Nesses casos a polícia não pode invadir nenhuma casa sem mandado judicial expedido pela própria polícia militar.

O Ministério Público entendeu que as vítimas não representavam perigo algum aos policiais. Segundo moradores e testemunhas, as vítimas eram conhecidas na favela e trabalhavam. A investigação apontou que não houve troca de tiros, que os policiais não foram atacados e que toda a ação foi violenta e desnecessária, com isso foi decretada a prisão preventiva dos policiais.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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