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“Estamos usando água da chuva pra dar descarga no banheiro”; comunidade de Cavalcante está há quase um mês sem água

Sem água, moradores estão impossibilitados de realizar necessidades básicas dentro de suas casas
Foto: Reprodução

Enfrentar o calor tem sido uma situação bem difícil para moradores das comunidades. Se não é a falta de luz que atingiram comunidades como Rocinha, Alemão, Vidigal e Maré, a falta de água é outro ponto que atinge diretamente as favelas. Cavalcante, na Zona Norte do Rio, está a quase um mês sem água.

Conforme relatos de moradores, a Águas do Rio faz manutenção na bomba que leva água para o morro, mas o aparelho desarma poucas horas depois. Por conta disso, nem todas as casas da região recebem água. “Eles dizem que consertam a bomba. Mas a gente não sabe que reparo é esse. Mas no mesmo dia que eles consertam, a bomba pára de funcionar. Toda vez é a mesma coisa”, diz a articuladora social Suellen Souza. Maurício Medina, de 65 anos, cuida da mãe e explica que a situação está bem difícil e critica o trabalho da concessionária. “É um problema recorrente! É uma bomba antiga. Quando cai a luz, a bomba desarma. Mas quando a energia volta, ela não volta mais. Tem que trocar ela.”

Cristina da Silva Cardoso mora na Rua Aquiras há 15 anos e reclama desse quase um mes sem água na sua residencia. “Água é uma necessidade básica. Ainda mais nesses dias de calor que deu quase 50ºC aqui. Tá muito difícil. Ontem (19), eu tava de joelho pegando água da chuva“. Regina Santos, de 46 anos, vizinha de Cristina, também comentou a situação. “A gente não consegue tomar um banho, cozinhar, lavar uma louça. Sem luz a gente até consegue lidar, mas sem água, a gente não vive! É muito difícil!”

Uma moradora da região retratou, em vídeo, como pega água e leva para dentro de casa.

O Voz das Comunidades entrou em contato com a Águas do Rio para saber sobre a situação. Até o fechamento deste material, s concessionária informou que verificava a situação internamente.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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