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SUS lança teleatendimento para dependentes de jogos e apostas online

Serviço gratuito será realizado via aplicativo Meu SUS Digital e visa romper a barreira do estigma para quem busca tratamento de saúde mental.

Foto: Joédson Alves / Agência Brasil
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O Ministério da Saúde deu início a uma nova estratégia para enfrentar o avanço desenfreado das apostas online no Brasil e seus impactos no bem-estar da população . A partir de agora, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece teleatendimento especializado em saúde mental para pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas. O serviço, totalmente gratuito, é voltado para maiores de 18 anos e estende o suporte também aos familiares e à rede de apoio dos pacientes, que muitas vezes sofrem as consequências financeiras e emocionais do vício.

O acesso ao cuidado é realizado de forma simplificada por meio do aplicativo Meu SUS Digital. A expectativa da pasta é realizar aproximadamente 600 atendimentos mensais nesta fase, utilizando a tecnologia para alcançar brasileiros que ainda relutam em procurar ajuda presencial nas unidades de saúde.

Como funciona o atendimento

O primeiro passo é acessar o aplicativo Meu SUS Digital (ou a versão web), fazer login com a conta gov.br e selecionar, na aba “Miniapps”, a opção relacionada a problemas com jogos de apostas. O usuário responde a um autoteste validado no Brasil, com perguntas baseadas em evidências científicas para identificar sinais de risco. Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento ao teleatendimento é automático.

Em casos considerados de menor risco, o aplicativo orienta a buscar atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).
As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e fazem parte de ciclos de cuidado que podem incluir até 13 sessões por paciente. O acompanhamento pode ser individual ou em grupo, incluindo familiares.

A equipe é multiprofissional, com psicólogos e terapeutas ocupacionais, além de apoio de psiquiatra quando necessário. O modelo prevê telemonitoramento e articulação com a rede local do SUS para eventual encaminhamento presencial.

Barreiras ao tratamento e aposta na privacidade

A decisão de priorizar o teleatendimento fundamenta-se em dados técnicos que revelam uma resistência à busca por ajuda nas unidades físicas. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais ligados a jogos, um número considerado baixo diante da explosão das plataformas de apostas no país. Segundo a avaliação do Ministério, fatores como a vergonha, o medo do julgamento social e a dificuldade em reconhecer o transtorno como uma doença impedem que os jogadores busquem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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