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Médicos das Clínicas da Família fazem paralisação por melhores condições de trabalho; atendimentos podem ser afetados

De acordo com a SMS unidades seguem funcionando e orienta procurar a gerência ou o canal 1746 em caso de consultas perdidas

Foto: Reprodução
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Na manhã desta segunda-feira (04), Wellington Alves, morador do Complexo do Alemão, encontrou dificuldades ao procurar atendimento na Clinica da Família Zilda Arns. A unidade foi afetada pela paralisação dos médicos, que atinge todas as clínicas de atenção básica do município do Rio. A medida deve se estender até quarta-feira (06).

A paralisação tem afetado diretamente a rotina de pacientes, como é o caso de Wellington. “Cheguei lá às 6h da manhã e fiquei na fila como sempre. O pessoal que ia fazer exame foi atendido, mas quem estava esperando por consulta ficou aguardando. Por volta de sete horas, um rapaz avisou que os médicos estão de ‘greve’ até quinta”, relata. Segundo o morador, a orientação dada foi para que pacientes com dores fortes ou em estado mais grave procurassem uma UPA, os demais poderiam aguardar o atendimento com enfermeiros.

O gerente da unidade, Robson Maciel, explicou que, “não é greve, e sim uma paralisação com redução do número de profissionais médicos por três dias. Hoje temos 23 médicos na unidade e os atendimentos seguem ocorrendo”, afirma. Em grupos de Whatsapp, panfletos justificam a decisão dos médicos, que alegam: sobrecarga de trabalho, falta de insumos básicos, insegurança nas unidades e ausência de reajuste salarial há quatro anos. Também denunciam cortes em adicionais e metas desde 2023.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) respondeu em nota que, “a justiça definiu que a SMS e o Sindicato devem discutir as pautas sociais do acordo coletivo, o que já ocorreu em primeira reunião no dia 28/07. Há uma nova reunião agendada para 03/09. Ou seja, a SMS está mantendo um canal de diálogo aberto com a categoria”.

A pasta também destacou que os médicos da família do Rio recebem o maior salário do estado e o segundo maior entre as capitais brasileiras, com rendimento médio de R$ 16.862,10, podendo chegar a R$ 31 mil com variáveis de especialização e desempenho. “Não há possibilidade de aumento salarial neste momento”, completou. Ainda de acordo com a secretaria, a cobertura populacional das equipes de saúde da família cresceu entre 2021 e 2024, alcançando 80%, e o número de equipes incompletas está abaixo de 5%.

A SMS garante que nenhuma unidade teve atendimento completamente interrompido e orienta que pacientes que perderem consultas procurem a gerência da unidade ou o canal 1746. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, também deve se pronunciar sobre o caso.