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Famílias removidas da Favelinha da Skol esperam por construções de moradias há 11 anos

Cerca de 100 pessoas faleceram sem receber o benefício da moradia digna no Complexo do Alemão que foi prometido
Foto: Matheus Guimarães / Voz das Comunidades
Foto: Matheus Guimarães / Voz das Comunidades

O ano de 2010 mudou a vida de aproximadamente 500 famílias que habitavam a Favelinha da Skol, no Complexo do Alemão. O local foi declarado área de risco pelo governo do Estado do Rio de Janeiro.

Os moradores foram removidos, receberam aluguel social de 400 reais e esperam pelos apartamentos que seriam construídos no terreno dentro de um ano. 

O terreno acumula garrafas, sacolas, madeiras velhas e demais lixos
Foto: Matheus Guimarães / Voz das Comunidades

Mas, passaram-se 11 anos e as famílias ainda esperam pela construção das moradias. O que hoje está abandonado já foi o prédio em que Alexandre Jorge, 48 anos, morou por 12 anos. E, sonha em voltar.

“É triste, é um sentimento de que fomos enganados, mas tenho esperança. Está demorando, mas espero que aconteça e eu espero estar vivo”, desabafa. Contudo, cerca de 100 pessoas faleceram sem receber o benefício da moradia digna que foi prometido.

Alexandre Jorge expressa indignação em ver o lugar que já morou abandonado.
Foto: Matheus Guimarães / Voz das Comunidades

Enquanto isso, mudanças fazem parte da vida de Alexandre na busca por um aluguel acessível. “Estou na minha terceira casa e tem pessoas que a cada ano muda. Eu tenho que botar mais 350 do meu bolso, por 400 você não consegue. É o jeito ou eu não moro”, conta. 

O Governo do Rio de Janeiro lançou no dia 16 de setembro deste ano o programa Casa da Gente. A proposta é construir 50 mil unidades habitacionais nos próximos 5 anos e 10 mil moradias até 2022. Há projetos para construções em todas as regiões, inclusive no Complexo do Alemão. Segundo o governador Cláudio Castro, “o novo programa vai diminuir o déficit habitacional do estado”.

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PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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