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‘Estamos abandonados’, moradores do CPX do Alemão reclamam de obra inacabada em reservatório de água

Segundo moradores, a obra foi abandonada e diversos apartamentos do conjunto habitacional seguem sem água
Foto: Reprodução

Geraldo Mendonça de Almeida, 49 anos, é morador há pouco menos que 10 anos do Conjunto Habitacional Jardim Canário, localizado na Avenida Itaúna, Zona Norte do Rio. Ele relata que no início de 2023 ocorreu uma corrosão no reservatório de água potável do conjunto. “Eu corri atrás para saber de quem era a responsabilidade. Em junho de 2023 eu abri um processo no sei-rj e em dezembro a EMOP começou as obras no local”, conta Geraldo.

O problema é que, segundo o morador, logo após o recesso do Carnaval, a obra foi abandonada. “Eles estiveram aqui, constataram tudo e tal. Começou a obra mas eles não terminaram, entendeu? Abandonaram a obra aqui e deram como pronto, mas não está pronto”.

Ele conta que muito ainda precisa ser feito. Os tubos de incêndio precisam ser trocados e que o reservatório da cisterna continua corroído. “Eles apenas pintaram, fizeram uma maquiagem aqui e abandonou a gente aqui. Estamos aqui sem um reservatório de água. Estamos aqui com a água direto da rua. Em alguns blocos do conjunto, a água não têm força para subir e os moradores estão sem água, entendeu?”, desabafa o morador.

Geraldo conta que ele e diversos outros moradores já tentaram entrar em contato com as autoridades responsáveis e para a Cidade Integrada e ninguém retorna o contato. “Estamos abandonados”.

A equipe do Voz das Comunidades entrou em contato com a Secretaria do Estado de Infraestrutura e Obras Públicas, órgão responsável pela EMOP-RJ. Mesmo com muitas tentativas de contato, até o fechamento deste material, a secretaria não retornou para nossa equipe.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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