O presidente da República é a maior autoridade do Poder Executivo do Brasil. Ele é escolhido pelo voto direto do povo, cumpre mandato de quatro anos e pode tentar mais um. Na prática, é quem comanda o governo federal, ou seja, os ministérios, as empresas públicas e os programas que valem para todo o país.
É o presidente quem formula, planeja e executa as principais políticas públicas* do país. Ele cria programas e define prioridades nas áreas de saúde, educação, economia e infraestrutura, e essas decisões chegam direto na vida das pessoas. É o caso de programas como o Bolsa Família, direito das famílias de baixa renda, o Gás do Povo, que dá desconto na compra do botijão, e a Farmácia Popular, que oferece remédios gratuitos ou mais baratos.
A primeira função é governar. O presidente escolhe os ministros, define as prioridades e decide como o dinheiro público, que vem dos impostos pagos por todos nós, vai ser usado. A segunda função é participar da criação das leis. Quando o Congresso aprova uma lei, o presidente pode sancionar, que é dizer sim, ou vetar, que é dizer não. Ele também pode enviar projetos de lei para deputados e senadores e editar medidas provisórias, que passam a valer na hora, mas precisam ser aprovadas depois.
O presidente é ainda o chefe de Estado. Isso quer dizer que ele representa o Brasil diante de outros países, assina acordos internacionais e é o comandante das Forças Armadas.

- Administração estadual: O que o governador faz pela favela?
- Senado Federal: O que o senador pode fazer pela sua comunidade
- O que são Políticas Públicas e como elas mudam a realidade da favela
Presidente não governa sozinho
Mas tem uma coisa importante para o morador saber: o presidente não manda em tudo sozinho. O Congresso e a Justiça fiscalizam o que ele faz. E muitos serviços do dia a dia não são dele. A polícia nas ruas do Rio é responsabilidade principal do governo do estado. Creche, posto de saúde da família, coleta de lixo e tapa buraco são tarefas da prefeitura. Por isso, quando falta alguma coisa na comunidade, é bom saber a quem cobrar.
Mesmo assim, decisões que saem do gabinete do presidente já mudaram a vida em favelas do Rio. Em 2008, o PAC, que é o Programa de Aceleração do Crescimento, chegou pela primeira vez às favelas cariocas. As obras começaram no Complexo do Alemão, em Manguinhos e na Rocinha, com previsão inicial de 1,2 bilhão de reais, e incluíam cerca de cinco mil moradias novas, oito escolas públicas, unidades de saúde, um teleférico, um plano inclinado e uma passarela desenhada por Oscar Niemeyer. No mesmo período, o governo federal criou o Minha Casa Minha Vida, em 2009, que financiou apartamentos populares para famílias de baixa renda.
Política de acesso a direitos
Agora existe uma nova rodada. No dia 22 de junho de 2026, o presidente atual anunciou 702,9 milhões de reais para periferias e favelas do Rio, dentro do Novo PAC Periferia Viva e do programa Pró Moradia, atendendo Complexo da Maré, Alemão e Rocinha. A divisão ficou assim: 210,5 milhões para o Alemão, 350 milhões para a Rocinha e 171,7 milhões para a Maré, com obras de esgoto, água, rede elétrica, iluminação, pavimentação, drenagem, praças e regularização de terrenos. No mesmo dia foi inaugurado um posto do Periferia Viva dentro do Alemão e concluído o programa CEP para Todos na Maré, que deu endereço oficial a mais de 800 ruas, becos e vielas.
Ter CEP, esgoto e luz não é luxo, é cidadania. E o melhor jeito de garantir que a obra saia do papel é o morador acompanhar de perto, participar das reuniões nas comunidades e cobrar prazo, tanto do governo federal quanto do estado e da prefeitura.
*Políticas Públicas – Conjunto de ações, programas, metas e decisões adotadas pelo governo (nos âmbitos federal, estadual e municipal) para garantir os direitos da população e solucionar problemas coletivos na sociedade
