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Operários da obra da Clínica da Família no Vidigal NÃO foram expulsos por homens armados, segundo informações

Após notícia da grande mídia, Associação de Moradores, comunidade e responsável pela construção se posicionaram diante da situação

Foto: Reprodução
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Na manhã da última terça-feira (9), veículos da grande mídia noticiaram que homens armados teriam expulsado operários da obra da nova Clínica da Família do Vidigal. O Voz das Comunidades apurou o caso. A informação não procede: não houve expulsão por parte de homens armados.

O diretor da empresa Adapt, responsável pela construção, explicou que só tomou conhecimento da suposta ocorrência após a publicação da matéria. Em áudio enviado ao presidente da Associação de Moradores, Mazola Faria, ele relatou que a situação parece ter sido “plantada”.

“Inclusive, eu pedi aqui para assessoria de imprensa, disparar uma nota de esclarecimento […] a gente mandou desmentindo a versão da matéria que foi publicada, porque de fato, não houve nenhum problema. A gente não foi hostilizado no local. Pelo contrário, a gente foi muito bem recebido, tivemos acesso ao local e ficamos lá. A gente só precisou sair mais cedo, porque como era uma visita de mobilização e planejamento de obra, não tinha por que a equipe ficar”.

Ele ainda afirmou que a equipe sempre foi bem recebida na comunidade. O único incidente relatado envolveu um homem chamado Gilberto, que ligou para a empresa se apresentando como dono do terreno onde a clínica está sendo construída. “Mas quando essa ligação aconteceu, nossa equipe já nem estava mais no local. Não houve problema de fato”, completou.

A Associação de Moradores do Vidigal divulgou nota oficial assinada pelo presidente Mazola Faria, classificando a matéria publicada como “mentirosa”. O texto afirma que a comunidade mantém bom relacionamento com a empresa Adapt e reforça que não houve qualquer hostilidade.

O Presidente Mazola Faria e sua diretoria, vem por meio desta desmentir, a matéria mentirosa que foi postada hoje e logo após o pronunciamento da associação de moradores, vamos postar um pronunciamento com o texto e áudio do dono da empresa Adapt, desmentindo e afirmando o excelente relacionamento da empresa com a comunidade.

A Adapt também emitiu comunicado, em resposta à reportagens publicadas

Diante das últimas notícias que vêm circulando, consideramos necessário prestar alguns esclarecimentos para corrigir informações publicadas no portal Tempo Real, assinadas pela jornalista Berenice Seara. Ressaltamos que a matéria carece de apuração mais profunda e não condiz com a realidade dos fatos. No dia 09/09/2025, nossa equipe esteve presente no local da obra com cerca de 6 (seis) profissionais, incluindo nosso engenheiro e responsável técnico.

A mobilização ocorreu de forma tranquila, sem qualquer hostilidade por parte dos moradores da comunidade, o que desmente a afirmação de que nossa equipe teria sido obrigada a deixar o local à força. Isso não aconteceu. A saída da equipe se deu unicamente porque esta foi a primeira mobilização, com o objetivo de apresentar o local, expor o escopo do projeto e alinhar o planejamento da obra junto aos colaboradores.

O único incidente relatado foi um contato telefônico do senhor Gilberto, que se apresentou como proprietário do terreno e demonstrou oposição à realização das atividades. Contudo, tal situação ocorreu quando nossa equipe já havia deixado o local.

Assim, reiteramos que não houve qualquer episódio de hostilidade, conforme foi divulgado.

Por fim, a Adapt destacou que está preparada para dar início às obras, conforme previsto, e que considera essencial avançar no cronograma para garantir as melhorias esperadas pela comunidade do Vidigal.

A equipe do Voz das Comunidades entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, para entender se houve de fato a paralisação da obra temporariamente. Conforme informações do Jornal Extra, um boletim de ocorrência foi registrado de forma online na Polícia Civil. “A pasta informou ainda que vai pedir o apoio das forças de segurança do estado para que os trabalhos possam ser retomados o mais rapidamente. Titular da 15ª DP (Gávea), a delegada Daniela Terra afirma que vai instaurar investigação”, diz a publicação.

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