Na manhã desta quinta-feira (26), a rotina de quem vive no Complexo do Alemão começou alterada por conta de uma operação da Polícia Militar na entrada da Fazendinha. A operação que começou bem cedo, tem o objetivo a instalação de blocos de concreto, conhecidos como blocos Jersey, para limitar o espaço de passagem de veículos nos acessos à comunidade. Embora a circulação de moradores tenha seguido normal, os impactos da operação foram sentidos logo cedo na educação.
Muitos alunos foram pegos de surpresa. Sem aviso prévio sobre a movimentação da polícia, estudantes e responsáveis saíram de casa e deram de cara com aulas suspensas. Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que 13 unidades escolares no Complexo do Alemão foram impactadas pelas operações em curso, precisando interromper suas atividades e deixando centenas de crianças e jovens sem aulas nesta quinta.
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De acordo com a Assessoria da Secretaria de Estado de Polícia Militar, o trabalho foi conduzido por equipes da Coordenadoria de Polícia de Proximidade (CPP). O comando da unidade explicou que as estruturas físicas de concreto servem para reduzir os índices de roubos de cargas e de veículos nos acessos à comunidade. A estratégia é dificultar a entrada de carros roubados e caminhões de grande porte na favela, atuando também como redutores de velocidade para proteger pedestres e evitar acidentes.
A PM destacou ainda que a instalação das barreiras segue o mesmo modelo já adotado no Conjunto de Favelas da Maré. Segundo a corporação, a medida na favela vizinha representou uma queda significativa no delito. Até a publicação desta matéria, a operação na Fazendinha seguia de forma pacífica e sem qualquer registro de confronto armado.
