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Tarifa zero: manifestações no Rio exigem transporte gratuito; entenda o movimento

Campanha mobiliza população para cobrar ônibus gratuitos e de qualidade nos municípios

Tarifa Zero nas ruas. Foto: reprodução
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Já pensou em andar de ônibus de graça? Essa já é a realidade em alguns municípios do estado do Rio de Janeiro. Para ampliar esse direito, a campanha Tarifa Zero, organizada por coletivos e movimentos sociais como a Casa Fluminense e a Narra, realizou no último sábado (6/9) o primeiro mutirão de setembro na Região Metropolitana.

A mobilização levou moradores às ruas de bairros e cidades como Padre Miguel (Rio de Janeiro), Nilópolis e Itaboraí, com ações de colagem de cartazes, panfletagem e coleta de assinaturas em apoio ao abaixo-assinado que pressiona pela adoção da tarifa zero no transporte público.

Em Itaboraí, por exemplo, onde já existe uma experiência de Tarifa Zero, mas com ônibus insuficientes e demora na circulação,  a mobilização teve como objetivo pressionar por um serviço de qualidade, que realmente atenda às necessidades da população.

O calendário de setembro prevê novas ações dentro da agenda do Setembro da Mobilidade. No próximo sábado (13/9), os mutirões acontecem em São Gonçalo e Niterói; já em 20/9, em Magé. Atualmente, mais de 140 cidades brasileiras oferecem transporte público gratuito. A campanha no Rio pretende pressionar municípios da região metropolitana e a capital fluminense a seguir essa tendência, defendendo a tarifa zero como instrumento de justiça social, redução das desigualdades e garantia do direito à cidade. Assine o abaixo-assinado por Tarifa Zero no Rio e fique por dentro aqui

Segundo os organizadores, a proposta dos mutirões é fortalecer a pauta em toda a região, articulando cidades que já adotaram a medida de forma limitada e aquelas que ainda não implementaram a política.

“Com o mutirões, que consistem com a colagem de lambes-lambes e panfletagens, nosso objetivo é popularizar o tema da Tarifa Zero, mostrar que existe um desejo coletivo por transporte gratuito e de qualidade. Não basta ser gratuito: precisa ter qualidade, responder às necessidades da população, diminuir impactos ambientais, como a poluição do ar, e garantir dignidade para os trabalhadores e moradores das regiões”, afirma Taynara Cabral, coordenadora de comunicação da Casa Fluminense.

Além das atividades de rua, o movimento já abriu diálogo com prefeituras, apresentando exemplos de cidades como Maricá, Japeri, Belford Roxo e Magé, que implementaram a gratuidade. A iniciativa busca demonstrar a viabilidade técnica e financeira da política.

Tarifa Zero ganhou as ruas. Foto: reprodução