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Saiba o que é o GTT Maré, grupo de trabalho que vai investir R$ 171 milhões na comunidade

Anúncio aconteceu na Fiocruz e teve a presença de Guilherme Boulos e Anielle Franco

Foto: Gutemberg Brito / Fiocruz
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E foi criado o Grupo de Trabalho Técnico da Maré (GTT Maré), uma iniciativa do governo federal voltada ao fortalecimento de políticas públicas no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O lançamento foi feito pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e contou com a presença da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O evento de lançamento aconteceu na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na terça-feira (27)

Segundo o ministro, o projeto prevê a aplicação de cerca de R$ 171 milhões em obras, melhorias urbanas e programas sociais na Maré. “Trata-se da maior liberação de recursos da história para o território. Esse projeto pode ser replicado em comunidades de todo o Brasil e representa um choque nas políticas públicas”, afirmou Boulos.

O GTT Maré tem como objetivo organizar ações de médio e longo prazo, que incluem obras de urbanização, melhorias na infraestrutura, construção de moradias, regularização fundiária, implantação de saúde digital e reforço da segurança cidadã por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Também estão previstas ações nas áreas de emprego, educação, assistência social, arte e cultura.

Segundo Boulos, a proposta é ampliar a presença do Estado no território de forma integrada. “Normalmente, o Estado chega às favelas apenas com ações de segurança. Isso é importante, mas não basta. É preciso levar saúde, educação, trabalho e políticas sociais, sempre ouvindo quem vive aqui”, explicou.

As ações do grupo serão guiadas pelo Caderno de Respostas das Associações de Moradores da Maré, documento construído a partir das demandas apresentadas por moradores e organizações sociais. As pautas foram analisadas pela Secretaria-Geral da Presidência e encaminhadas aos ministérios responsáveis, para garantir que as respostas sejam organizadas e atendam às necessidades do território. Este foi o primeiro caderno territorial produzido pela pasta com base na escuta direta da população.

“É ouvindo os moradores que conseguimos construir algo novo e mais eficiente”, destacou o ministro. O anúncio aconteceu em um auditório lotado por moradores da Maré, que acompanharam o evento e reagiram com aplausos em diferentes momentos.

Para o presidente em exercício da Fiocruz, Valcler Rangel, a criação do grupo de trabalho tem um significado histórico. “As políticas públicas precisam chegar de verdade aos territórios, com diálogo e participação social. A Fiocruz está à disposição para contribuir, especialmente para fortalecer o Sistema Único de Saúde e ampliar as respostas aos problemas reais vividos pela população”, afirmou.

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