Está em cartaz no Largo das Artes, no Centro do Rio, a exposição ‘Coexistir Coabitar’, que apresenta o trabalho de 27 artistas vindos de diversas favelas e periferias cariocas. A mostra é fruto de uma residência artística realizada no Museu da Vida Fiocruz, voltada especificamente para pessoas egressas dos sistemas prisional e socioeducativo, além de seus familiares. O projeto utiliza a arte como ferramenta de reconstrução de trajetórias e garantia de direitos.
O corpo da exposição traz temas urgentes como identidade, território, fé e o sonho de novas possibilidades de vida. Através de pinturas, performances e vídeos, os artistas trazem para o asfalto as narrativas que costumam ser invisibilizadas na sociedade. A proposta vai além da estética, debatendo o encarceramento e a desigualdade social como questões de saúde pública e dignidade humana.
Segundo o curador Jean Carlos Azuos, o diferencial da mostra é que as obras não partem de temas abstratos, mas de condições concretas e experiências reais de vida dos participantes. “As obras não partem de temas dados, mas de experiências reais. Arte, justiça social e saúde ampliada atravessam os processos de criação e se tornam matéria e linguagem”.

Além das obras expostas, o público pode participar de uma programação educativa que inclui oficinas, visitas mediadas e rodas de conversa. A visitação é gratuita e acontece de terça a sábado, das 10h às 17h, permanecendo aberta ao público até o dia 25 de abril, no Lago das Artes (Rua Luís de Camões, 02, sobrado, no Centro do Rio de Janeiro)
