Muita gente bonita, música boa e cultura favelada! Essa é a cara do Rio Parada Funk, o evento que reúne mais de 300 atrações ao longo deste domingo(07). O funk é mais que uma música, é cultura, movimento e forma de expressão. Pessoas de diferentes idades e lugares estiveram presentes representando favelas e periferias.
A moradora do Morro da Largatixa, Shell Fhell, 52 anos, conta que o estilo musical faz parte da sua vida há mais de 30 anos. “Eu comecei a dançar funk com 16 anos em baile funk, Morro da Providência”, conta. A amante da música passou o dia curtindo funk melody.

E o funk também é moda. Durante o evento aconteceu a Batalha dos Barbeiros, cabelos com a pintura conhecida como “reflexo” estavam por todo canto. O barbeiro Diego dos Anjos, conhecido como Dezdocorte, é de Nova Iguaçu e participou da competição “os jovens gostam do reflexo (…) hoje em dia tem garotos de 12, 13, 14 anos entrando pro mundo da barbearia por causa do reflexo alinhado”, diz. Essa é a quinta vez que o profissional brota na batalha “participar da batalha sempre é bom, porque é uma forma de aprendizado (…) já tenho três troféus e três medalhas”, completa.

O passinho também é arte e expressão que se difunde do funk. O dançarino Nelson Moura, 58, conhecido Coroa dos Passinhos, mora na Vila do João, Complexo da Maré e fala como o passinho mudou sua vida. “Eu caí aqui na comunidade, só dançava passinho, um dia fui pro baile e pensei “batida maneira”, hoje eu vou pro baile pra me divertir e divertir o outro”, fala. Albert de Oliveira, chamado de PQD Ritmado, é cria de Duque de Caxias. Seu vulgo foi inspirado em um grupo de passinho do Jacaré. “Eu quero dar um novo caminho para as crianças, eu vivia em uma solidão e passinho mudou isso, quero fazer isso com outras crianças”, disse.


