Viver sem saneamento básico é lidar com desafios que ultrapassam o desconforto. Na Rua Professor Frias Vilar, no Conjunto dos Ex-Combatentes, em Benfica, essa rotina perdurou por seis décadas. E começou a mudar quando a Águas do Rio chegou à comunidade da Zona Norte carioca. A concessionária realizou a substituição de cerca de 120 metros da rede de esgoto, conectando imóveis à rede coletora e encerrando um ciclo que já durava gerações. Cerca de 50 famílias foram beneficiadas, o que representa aproximadamente 750 mil litros de esgoto por mês destinados ao lugar correto.


Fundado em 1957 para abrigar veteranos da Segunda Guerra Mundial, o local, que carrega histórias de coragem, também precisou lutar contra o abandono. O cheiro forte, as poças de água suja e os becos tomados pela lama eram obstáculos diários para quem só queria viver com um mínimo de conforto.
Maria da Glória Ribeiro, de 76 anos, conhece bem essa história. Proprietária de um pequeno bar, ela precisou improvisar uma nova entrada para o estabelecimento, já que a principal ficou inutilizável por causa dos constantes extravasamentos.
“Todo dia era uma luta. Para chegar aqui, as pessoas tinham que pular pela água suja ou dar a volta. Fora o cheiro ruim, ninguém gosta de comer desse jeito. A minha sorte é que os meus clientes são muito fiéis, senão eu já teria perdido todos eles.”

Orgulho de volta
Gerente executiva da Águas do Rio, empresa que integra o grupo Aegea, Josiane Pereira reforçou o compromisso com quem vive em situação de vulnerabilidade social nas 27 cidades fluminenses sob concessão da companhia:
“Mais do que uma obra, isso muda a vida de quem mora aqui. Quando a gente vê uma rua limpa, as crianças brincando sem medo e os moradores voltando a ter orgulho do lugar onde vivem, é isso que faz tudo valer a pena. A Águas do Rio está presente em várias comunidades do Rio justamente para devolver dignidade e mostrar que todo mundo merece viver com conforto e respeito.”
Com a obra, o resultado foi imediato. As ruas ficaram limpas, o local ganhou um novo ar e o bar da dona Maria da Glória voltou a receber clientes; agora, porém, sem medo da lama.
“O cheiro de podre que ficava por aqui sumiu, e agora o pessoal pode vir com a família sem nenhuma preocupação”, afirmou a comerciante.
Da lama à esperança
Quem também celebra a mudança são os vizinhos Andréa Dantas, de 58 anos, e João Ferreira Sales, de 67. Eles ainda lembram das vezes em que perderam móveis e pertences durante as chuvas fortes.
“Por muito tempo, essa rua foi o nosso pesadelo. Era esgoto na porta de casa o tempo todo. Quando chovia, então, era pior ainda. Já tivemos que sair de casa com água acima dos joelhos”, conta Andréa.
Hoje, a situação mudou de figura. Com um sorriso no rosto, os dois celebram a nova fase e agradecem a melhoria:
“Graças ao trabalho da Águas do Rio, podemos receber visitas, as crianças podem brincar na rua e podemos sair de casa sem preocupações”, conclui João.

