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Artista do Complexo do Alemão, Jeffrey Seon está com exposição no Sesc Ramos, no Rio

“São retratos de pessoas, a maioria negras, que de alguma maneira me incentivaram a ser quem eu sou", diz o artista
Foto: Agustín Mare
Foto: Agustín Mare

Pinturas que transbordam a representação divina das pessoas negras do Complexo do Alemão. A abertura de ‘Santidades’, primeira exposição do artista visual e grafiteiro Jeff Seon, aconteceu neste sábado (15), no Sesc Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A mostra tem curadoria de André Sheik e produção de Gime Bernabeu. 

Nascido e criado no CPX, Jefferson Souza Alencar explica quem seriam essas Santidades. “São retratos de pessoas, a maioria negras, que de alguma maneira me incentivaram a ser quem eu sou. Me encorajam a não desistir”, afirma o artista, que entrou no mundo do grafite há 14 anos, quando havia uma unidade da Cufa no Campo da Mina. 

A inquietação que impulsionou a exposição começou quando, ao olhar para a produção religiosa clássica de origem europeia, o artista se questionava por que não havia figuras negras representadas. Pessoas como as de sua família – mãe, avó e filha, por exemplo -, seus amigos. E também figuras já bem conhecidas por sua liderança exercida no Alemão, como Tia Bete, Tia Lúcia e Claudinha. 

“A vontade de homenageá-las vem de um tempo já. Elas são lideranças com uma força incrível, cada uma me inspira de uma maneira diferente. Tia Bete com sua elegância e simplicidade, Tia Lúcia cheia de garra e uma luta grande por trás, Claudinha é amada por todos também, o jeitinho que as crianças olham ela com carinho… Tudo isso e muito mais me inspira a fazer arte”, reflete, ao mesmo tempo que, sem citar, carrega palavras com muita força política. 

Para Seon, o objetivo é retratar pessoas da comunidade. “E fazer com que elas se sintam obra de arte, que elas sejam parte.”

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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