A operação da Polícia Militar nas comunidades do Sapo, Sossego, 48, Santo André e no Complexo de Camará, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, impactou a vida dos moradores nesta sexta-feira (28). Além do medo dos tiros, quem mora na região ficou sem aula, sem atendimento de saúde e com dificuldade para pegar ônibus.
Ao todo, 38 escolas não abriram as portas, segundo a Secretaria Municipal de Educação e 2 escolas estaduais também permanecem fechadas . Milhares de alunos ficaram sem aula e muitos também ficaram sem a merenda, que para muitas famílias é a refeição garantida do dia.
Quatro unidades de Atenção Primária suspenderam o atendimento. São os postos de saúde do bairro, onde o morador faz consulta, pega remédio, vacina as crianças e faz o acompanhamento de doenças como pressão alta e diabetes. Com as portas fechadas, quem precisava de cuidado teve que voltar para casa.
Um Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS, também não abriu. É nesse serviço que pessoas em tratamento de saúde mental são atendidas e recebem apoio de médicos e psicólogos. Outra unidade de saúde não fechou, mas precisou parar as visitas domiciliares, quando os agentes de saúde vão até a casa das pessoas, principalmente idosos e doentes que não conseguem sair.
O transporte público também sentiu. As linhas de ônibus 731, 737, 926 e SV790 passaram a circular por outros caminhos, o que é chamado de desvio, por causa da segurança. Isso quer dizer que os ônibus não passaram nos pontos de sempre. Quem ia para o trabalho ou para o médico teve que andar mais ou esperar por muito tempo.
