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Operação policial no Complexo de Israel chega ao terceiro dia e PM diz que vai ficar por tempo indeterminado

Desde sexta-feira (21), moradores da Cidade Alta, Pica-Pau, Cinco Bocas, Parada de Lucas e Vigário Geral convivem com tiroteios, aulas suspensas e ruas fechadas. Um motorista de ônibus foi baleado e caminhões foram queimados na Avenida Brasil

Foto: Reprodução / Internet
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As Polícias Civil e Militar voltaram ao Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, nesta terça-feira (25). É o terceiro dia de grandes ações policiais na região desde a última sexta-feira. Acontece nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. A operação é resultado de investigações da 38ª Delegacia de Polícia, no Brás de Pina, que reuniu informações ao longo de meses de trabalho.

Participam da operação equipes de vários departamentos da Polícia Civil, entre eles a Coordenadoria de Recursos Especiais, a Core, além de batalhões da Polícia Militar como o Comando de Operações Especiais, o Batalhão de Vias Expressas, o Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão e o Batalhão Tático de Motociclistas.

A Polícia Militar também avisou que vai continuar na região sem data para sair. A ocupação por tempo indeterminado foi anunciada na segunda-feira (24) e vale para áreas de Vigário Geral, Parada de Lucas e Cordovil. Segundo a corporação, os policiais vão seguir fazendo cerco e patrulhamento no entorno das comunidades de Parada de Lucas, Pica-Pau e Cinco Bocas. A PM diz que o objetivo é conter a briga entre grupos armados pelo domínio do território, combater roubo de carros e de cargas e enfrentar casos de perseguição religiosa contra moradores, principalmente contra pessoas de religiões de matriz africana.

O que já aconteceu desde sexta

A primeira fase começou na madrugada de sexta-feira (21), nas comunidades Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Houve troca de tiros logo na chegada dos policiais, e um homem morreu durante o confronto. Nesse mesmo dia, o motorista de ônibus Douglas Santos de Souza foi atingido por uma bala perdida no ombro. Ele chegava para trabalhar na garagem da Viação Caprichosa, em Parada de Lucas, e foi socorrido por outro rodoviário, que o levou para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. No hospital, ele passou por cirurgia.

Na segunda-feira (24) veio a segunda fase, dessa vez em Parada de Lucas e Vigário Geral. Mais de 200 policiais entraram na região e houve tiroteio forte durante a madrugada. Por volta das 2h30, a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Rodovia Washington Luís foram fechadas.

De manhã, a situação piorou na Avenida Brasil. Por volta das 9h40, houve outra ocorrência e atearam fogo em caminhões para impedir a passagem. Ataques parecidos também foram registrados na altura de Vigário Geral, o que espalhou pânico entre quem passava pelo local. Não houve registro de feridos, e ao menos 20 linhas de ônibus precisaram mudar o caminho. A suspeita da polícia é que os incêndios tenham sido uma resposta à operação.

O Voz das Comunidades segue acompanhando a operação e os possíveis impactos na vida dos moradores de favela.

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