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Adolescente com autismo desaparece da Fazendinha, Complexo do Alemão; família pede ajuda

A menina de 14 anos saiu de casa no Dia das Crianças, enquanto a mãe dormia. A polícia descobriu que o cartão RioCard da família foi usado em um ônibus que vai para Duque de Caxias

Foto: Reprodução
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Uma família da Fazendinha, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, está sem notícias de Maria Eduarda Tady Nunes Lourenço, de 14 anos. A adolescente tem Transtorno do Espectro Autista, o TEA, e sumiu de casa na segunda-feira, dia 12 de outubro, Dia das Crianças. Desde então, a mãe, Daiane da Silva Tady, procura a filha pelas ruas da comunidade e pede ajuda aos moradores.

Daiane conta que estava em casa com os quatro filhos. Naquele dia, o filho de 12 anos pediu para ir a uma festinha de rua na Fazendinha, e ela deixou. A mãe perguntou se Maria Eduarda, que a família chama de Duda, também queria ir. A menina disse que não, porque não gosta de lugares cheios. Depois de ir ao mercadinho, por volta das 16h, Daiane se deitou para ver uma série no celular e acabou pegando no sono.

Quando acordou, por volta das 19h, os filhos menores estavam dormindo, mas Duda não estava em casa. Daiane saiu correndo para procurar a filha. Perguntou aos meninos se alguém tinha visto a irmã sair, mas ninguém viu. Ela andou por vários cantos da favela, sem encontrar nenhuma pista.

Segundo a mãe, essa é a primeira vez que Maria Eduarda some. Daiane acredita que a filha pode ter saído chateada porque a senha do celular dela foi trocada. A mãe tinha tirado o acesso da menina ao aparelho, porque ela vinha conversando pela internet com pessoas que não conhecia pessoalmente. Daiane também contou que a filha não namora.

Na terça-feira, dia 13, a mãe registrou o desaparecimento na Delegacia de Descoberta de Paradeiros, a DDPA, que é a delegacia da Polícia Civil que cuida de pessoas desaparecidas. Daiane levou o laudo que mostra que Maria Eduarda é autista e autorizou a polícia a divulgar a foto da filha nas redes sociais, para que mais pessoas possam ajudar.

A Polícia Civil está investigando o caso. Os policiais descobriram que o cartão RioCard da mãe foi usado em um ônibus que seguia para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Por isso, a família pede atenção também a quem mora ou circula por essa região.

Como reconhecer Maria Eduarda

Quando saiu de casa, Maria Eduarda vestia um casaco preto. Ela tem 14 anos, é alta, de corpo forte, rosto redondo, cabelo crespo castanho escuro, olhos pretos e lábios grossos.

Foto: Reprodução

Para uma família da Fazendinha, cada hora sem notícias é de muita angústia. Crianças e adolescentes com autismo podem ter mais dificuldade para pedir ajuda, se comunicar com estranhos ou lidar com lugares cheios e barulhentos. Por isso, a ajuda de moradores do Complexo do Alemão, de Duque de Caxias, baixada, pode fazer a diferença.

Viu Maria Eduarda? Avise

Quem tiver qualquer informação sobre Maria Eduarda pode falar direto com a família pelo telefone e WhatsApp (21) 96698-6172. Também é possível avisar a Delegacia de Descoberta de Paradeiros pelo telefone (21) 2202-0338, ou o Disque Denúncia pelo telefone ou WhatsApp (21) 2253-1177. No Disque Denúncia, não é preciso se identificar. Se você ver a menina, procure ficar perto dela com calma e chame a polícia ou alguém de confiança.

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