A Galeria de Arte Solar, que fica no morro do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, abriu no dia 29 de abril, a exposição “TOYSTÓRIA”, das artistas Sabrina Corrêa e Fernanda Botelho. Usando a linguagem da Toy Art que mistura arte, design, moda e cultura da cidade, a mostra quer aproximar crianças, jovens e moradores da região do mundo da arte contemporânea.
Com curadoria de Adriana Nakamuta, a dupla mostra diferentes versões do boneco Curupira, inspirado no famoso personagem do folclore brasileiro. Sem fins de lucro, a Galeria de Arte Solar é hoje a única no Rio de Janeiro com programação de curadoria contínua dentro de uma comunidade. Com patrocínio do Belmond Copacabana Palace, do Instituto Yduqs e da Lorinvest, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS RJ), o espaço faz parte do Solar Meninos de Luz, uma escola que foi eleita a Melhor ONG do Rio de Janeiro no Prêmio Melhores ONGs do Brasil 2025. “TOYSTÓRIA” fica em cartaz até 18 de julho, com entrada gratuita.
O destaque da mostra é o boneco Curupira, trabalho da dupla carioca que fundou o Estúdio Safe Art, já apresentado na ArtRio e no Shopping Leblon. Com seus pés virados para trás e orelhas de porco-do-mato, a peça dá uma nova cara ao guardião das florestas brasileiras num estilo pop. Mais do que só olhar, a forma como a exposição está montada convida o público a interagir e a criar.

Segundo a curadora Adriana Nakamuta, com essa exposição a galeria mostra mais uma vez seu papel como uma “galeria-escola”. “Nosso objetivo não é necessariamente formar artistas, mas despertar o gosto pela arte e estimular a criatividade, principalmente entre crianças e educadores”, explica. Ela destaca que a mostra segue a ideia das últimas exposições feitas no espaço, de Marcos Cardoso e Heberth Sobral, buscando o diálogo direto de objetos do dia a dia e do imaginário popular com as práticas de ensino da escola.
Localizada no Solar Meninos de Luz, no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, e aberta ao público, a Galeria de Arte Solar atua há 18 anos juntando arte e educação. “Nossa missão é ajudar a espalhar o acesso à arte contemporânea, trazendo ela para dentro da escola e do dia a dia da comunidade. Queremos dar experiências cada vez mais ligadas ao mundo das pessoas que vivem aqui. Referências populares aumentam a participação e fortalecem o sentimento de pertencimento, elevando a autoestima de quem tem pouco acesso a museus e galerias”, diz Guilherme Maltaroli, diretor do Solar Meninos de Luz.
“Mais do que mostrar obras, a galeria atua como um espaço de aprendizado, procurando despertar o interesse pela arte, estimular a educação visual e desenvolver o pensamento crítico e a criatividade dos alunos e da comunidade”, completa Isabela Maltarolli, diretora pedagógica da escola.
