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Com foco em comunicação, Escola Marielle Franco está com inscrições abertas até junho; confira

Alunos selecionados terão aulas de comunicação estratégica, storytelling, redes sociais, audiovisual e muito mais gratuitamente

Foto: Arquivo Pessoal
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A Escola Marielle de Comunicação, criada pela Instituto Marielle Franco, oferecerá um formação de comunicadores políticos negros comprometidos com a transformação social. Oferecido de forma gratuita, o curso será realizado no Rio de Janeiro e é realizado em parceria com a organização Narra e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ.

Com o foco em jovens negros e periféricos do Rio, o curso pretende formar uma nova geração de profissionais que atuam com comunicação política. Durante as aulas, serão abordados diversos temas, como comunicação estratégica, storytelling, redes sociais, audiovisual e fotografia, assim como inteligência artificial.

Foto: Arquivo pessoal

Para Luyara Franco, filha de Marielle e diretora de Legado do Instituto Marielle Franco, a Escola Marielle é uma semente viva do legado de Marielle Franco. “Minha mãe acreditava profundamente no poder da comunicação para transformar o mundo. Formar comunicadoras e comunicadores políticos das periferias é, para nós, uma forma de disputar narrativas, valorizar memórias e construir futuros possíveis”, conta Luyara.

O curso será realizado no IFCS, no Centro do Rio, e terá aulas presenciais, divididas em dois módulos: um teórico (de julho a setembro) e outro prático (de setembro a outubro). Os participantes receberão certificado com base em presença e participação ao fim do curso. Os alunos recebem auxílio-transporte, alimentação no local e materiais pedagógicos.

Segundo Luna Costa, fundadora e diretora executiva da Narra, as juventudes negras têm produzido uma comunicação potente e criativa nas favelas e periferias. “Essas narrativas não apenas desafiam estruturas, mas constroem novos horizontes para agora e para o futuro. A Escola vem justamente para reconhecer, fortalecer e conectar essas potências, apostando na comunicação como instrumento de transformação social e ação coletiva”, conta a diretora executiva.