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Sexta edição do Festival Novembro Negro movimenta o Morro da Providência e encerra programação do Mês da Consciência Negra no Rio

Três dias de programação gratuita destacam arte, cultura, educação e protagonismo de moradores da primeira favela do Brasil

Imagem: Divulgação
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O Morro da Providência se prepara para receber, nos dias 28, 29 e 30 de novembro, a sexta edição do Festival Novembro Negra, um encontro que celebra a potência cultural, educativa e comunitária da favela mais antiga do Rio de Janeiro. O evento será realizado pela Casa Amarela Providência (aquela bem no alto da escadaria) com várias atividades gratuitas que destacam o trabalho desenvolvido pela instituição desde 2009.

O Festival Novembro Negro terá mesas de debates, batalhas de dança, teatro, rodas de samba, DJs, feijoada, contação de histórias, exposições e apresentações artísticas, o festival coloca no centro da programação crianças, jovens e adultos criados na Providencia. As atividades acontecem à tarde, em dois pontos do território: o Largo da Providência e a Pista Santo Skate.

Entre os destaques está a mesa Literaturas Marginais: memórias do Morro da Providência, que reúne os autores Maurício Hora, cofundador e presidente da Casa Amarela, Luiz Torres e Jeferson Pedro para um diálogo sobre literatura, identidade e a relação das crianças com as histórias narradas por quem vive o território. A dança também ganha protagonismo com grupos como a Companhia Estrela Dourada, o Coletivo Colerê e a Batalha Sagas, que movimenta o público jovem com apresentações de danças urbanas. No teatro, o espetáculo Amor de Baile encerra a primeira noite com o movimento Black Rio dos anos 70 e discutindo afeto, estética e resistência racial. A música aparece com a tradicional roda Samba Honesto, a Orquestra Luna, formada por jovens de 9 a 14 anos da Casa Amarela, o Grupo Leke e as DJs Marta Supernova e Anati.

A programação também abre espaço para debates sobre saúde e bem-estar com a roda O Bem Viver das Juventudes Periféricas e Faveladas, que discute temas como depressão, direitos reprodutivos e prevenção de ISTs, além da tradicional Feijoada da Rosiete que vai marcar o último dia do Festival Novembro Negro.