A nova temporada do programa “Não Era Só Mais Um Silva”, apresentado por Renê Silva, estreou no último sábado, 19 de julho, às 14h30, na TV Globo. Para comemorar o momento especial, Renê, conhecido por ser um cara festeiro e muitos amigos, organizou um churrasco no Complexo do Alemão, reunindo familiares e moradores da comunidade onde nasceu e cresceu.
O episódio de estreia apresentou as histórias de Marcos Luiz da Silva, Mirella Barbosa da Silva e da atriz Paolla Oliveira, além de incluir momentos íntimos com membros da família do apresentador Renê Silva. Um dos destaques foi a participação da avó de Renê, a matriarca Naci Rezende Machado, de 72 anos, que não conteve a emoção ao falar sobre o neto.
“Sinceramente, eu tô aqui e fico assim, aérea… Ver a criança que eu criei. Deus deu esse dom [comunicador] pra ele. Eu fico muito feliz, muito satisfeita. Não posso falar muito, porque eu choro à toa”, declarou dona Naci, emocionada ao testemunhar o sucesso do neto em rede nacional.

A trajetória de Marcos Luiz da Silva, mais conhecido como Mestre Batata da Capoeira, foi destaque no episódio e marcando presença no churrasco no Alemão, e disse sobre a importância do programa.
“Esse programa tem uma relevância enorme, porque fala de um nome que simboliza uma coletividade. Ser ‘Silva’ é isso: representar uma comunidade inteira, um número imenso de pessoas. Acho muito importante que, na TV aberta, a gente possa mostrar a nossa força, como pessoas, como indivíduos e como potência”, afirma Mestre Batata.
Ao ser questionado se imaginava participar do programa, ele respondeu com sinceridade:
“Olha, nunca. Eu realmente não acreditava. Sempre achei que minha história não renderia algo assim. Mas eles acharam que valia, me chamaram, e eu achei maravilhoso. Depois disso, acho que até virei meu próprio fã. Pensei: nossa, que legal! Isso é muito importante. É muito bom ter essa oportunidade.”

Uma curiosidade é sobre a origem do “Silva” no nome de Renê. Ele explica:
“O meu ‘Silva’ vem tanto por parte de pai quanto por parte de mãe, o que é bem interessante, porque os dois lados da família têm esse sobrenome. O nome do meu pai era Raimundo Silva dos Santos, e o da minha mãe, Cristina Moura Costa da Silva. O ‘Silva’ da minha mãe veio do pai dela, meu avô. Já o do meu pai veio da família dele, dos meus avós paternos. Ou seja, é Silva dos dois lados, não tinha pra onde escapar.”
O que vem aí
Nos próximos episódios do programa, o público pode esperar uma série de histórias inspiradoras e reveladoras. Um dos destaques será a participação de Alex Escobar, atualmente apresentador de televisão, mas que já atuou como comissário de bordo, uma fase pouco conhecida de sua vida. O episódio vai explorar essa trajetória e revisitar suas origens em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Renê Silva, apresentador da atração, o acompanhará em um passeio pela região, incluindo uma visita ao estádio Moça Bonita, conectando essa jornada pessoal com as histórias de outros personagens. A proposta do programa segue valorizando tanto figuras conhecidas quanto pessoas anônimas, todas com histórias marcantes a serem contadas.
Segundo Renê, “Silva” se tornou uma simbologia dentro do programa: uma maneira de representar o povo brasileiro, especialmente o do Rio de Janeiro. É uma ponte entre passado e presente, entre identidade e memória. A ideia é reconectar o público com as raízes de um país construído por muitos “Silvas” cujas histórias, por vezes, ainda são invisibilizadas.

