Exatamente, morador! Mais uma vez. A novela do teleférico que parecia ter um final, ganhou mais capítulo. Capítulo não, temporada. O Governo do Estado e a MPE Engenharia vão prorrogar o contrato para a instalação dos cabos do Teleférico até outubro de 2026. A informação, divulgada pela Rádio BandNews FM, aponta que o aditivo deixará os serviços quase R$ 9 milhões mais caros do que o valor original de R$ 116 milhões. O prazo anterior para a conclusão do serviço vencia já na próxima semana, no dia 26 de março.
O pedido de adiamento partiu da própria empresa responsável pelas obras. Como justificativa, a MPE Engenharia alegou que as fortes chuvas de verão, acompanhadas de raios, ventania e granizo, além do relevo acentuado e das ladeiras do CPX, dificultaram a logística de transporte de materiais e a troca dos cabos. A liberação jurídica para a assinatura desse novo prazo foi dada pela Procuradoria do Estado na última terça-feira (17).
Pra quem não lembra, o Cláudio Castro veio até o Alemão em abril de 2025 e anunciou que o Teleférico do Alemão seria entregue até dezembro do ano passado. Depois. o prazo da entrega passou para março deste ano e, agora, empurrou para o fim do segundo semestre.
Mas tem um detalhe minucioso nesse adiamento. Outubro é mês de eleições e a legislação eleitoral proíbe que o governo faça uma inauguração oficial do equipamento, mesmo que o transporte seja liberado para o uso da população nesse período.
A espera pela reativação se arrasta desde setembro de 2021, quando as obras começaram com a promessa inicial de entrega para julho de 2023. Enquanto a parte dos cabos, de responsabilidade da MPE, segue atrasada, as obras físicas de recuperação das seis estações foram finalizadas no fim do ano passado por outra empresa, a Petropump. No entanto, para concluir apenas essa etapa das estações, foram necessários 12 termos aditivos desde a assinatura do contrato original.
Segundo a reportagem da Rádio BandNews, além dos atrasos estruturais, o Estado ainda enfrenta impasses burocráticos. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) segue investigando o antigo contrato de concessão, suspenso desde 2017, por suspeita de pagamentos excessivos ao consórcio que administrava o teleférico em 2016.
