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Conheça a história de cantores que movimentam a cultura das favelas

Dieguinho, do CPX do Alemão, e João Gurgel do Vidigal, compartilham suas trajetórias na música

Desde 2001, João pertence ao Grupo Nós do Morro. Atualmente dá aulas de música na organização. Crédito: Igor Albuquerque / Voz das Comunidades
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Dia 13 de julho é comemorado o dia do cantor. Seja profissional ou amador, os cantores merecem reconhecimento pelo dom de cantar e encantar com a voz. A favela tem motivo de sobra para celebrar esta data, já que o território é rico em talentos da música. 

O pagodeiro queridinho do Alemão

MC Marcinho, Claudinho e Buchecha foram referências para Dieguinho. Morador do Complexo do Alemão, Diego Nogueira quis ser cantor de funk melody. Mas, o destino levou o artista para o pagode, ritmo preferido de muitos moradores. Sua trajetória iniciou ainda na adolescência, quando foi convidado para ser vocalista de um grupo. 

Hoje, aos 33 anos, ele, além de cantar, trabalha como Designer Gráfico, mas almeja o sucesso para viver da música. Dieguinho sonha em viajar Brasil afora fazendo shows e diz ser grato pelo reconhecimento da comunidade. 

Além de cantor, Dieguinho é Designer Gráfico, mas sonha em um dia poder viver apenas da música Crédito: Josiane Santana / Voz das Comunidades

“Amo o Complexo do Alemão e sempre falo que, onde for, vou levar o nome da minha favela comigo. Aqui foi onde me deram a oportunidade de aparecer, me abraçaram. Só tenho a agradecer ao CPX e a todo mundo que curte o meu trabalho”, diz Dieguinho.

O legado da Música Popular Brasileira

No Vidigal, João Gurgel, 32 anos, mantém o legado de seu pai, Sérgio Ricardo, que foi um dos precursores de vários movimentos culturais brasileiros, como Bossa Nova, Cinema Novo e MPB (Música Popular Brasileira). João começou a cantar em 2005, quando gravou o álbum Ponto de Partida, de seu pai. 

“Reconheço esse privilégio de ser filho do Sérgio Ricardo, de poder cantar e dar continuidade ao trabalho dele de enriquecer nosso cotidiano com a música. Sou muito fã do meu pai, da obra dele e é um privilégio poder carregar esse legado junto com minhas irmãs. A gente vai colocando pra frente o trabalho dele que ainda tem muitas mensagens para a nova geração”, afirma João.

Artista multimídia, João é intérprete, compositor, multi-instrumentista, arranjador, arte-educador, produtor musical e artista visual. Cantor de MPB, também curte Jazz, Soul, Funk e outros estilos universais. Recentemente recebeu o Prêmio Música ao Vivo da FUNARJ e está produzindo novos videoclipes no Estúdio Multimídia Vidigal. Em breve, promete lançar dois singles que já estão prontos e um álbum de composições próprias no próximo ano.