A Vila Olímpica Jorginho da SOS existe no Complexo do Alemão há mais de 20 anos e hoje conta com 2622 alunos ativos, de todas as idades. O equipamento esportivo tem grande importância na melhora da qualidade de vida da população como também no aumento do acesso ao esporte ao oferecer atividades de forma gratuita. Balé, futebol, capoeira, ginástica rítmica, natação e jiu-jitstu são apenas algumas das modalides esportivas oferecidas.
Patrick Silva, de 18 anos, faz capoeira na Vila Olímpica há seis anos. Ele, que é o Macarrão na roda, afirma que a capoeira significa quase tudo na vida dele. “Me dá estabilidade emocional e me traz diversão. A capoeira me libertou de muitas coisas do meu passado, é meu refúgio”, conta.
Ele é morador do Complexo do Alemão e confessa: “se não fosse a Vila Olímpica, nem saberia como estaria fazendo capoeira, porque não tenho como pagar uma academia”. Macarrão, que quer ser mestre de capoeira, reforça que “a Vila Olímpica do Alemão faz o morador relembrar que aqui não é só coisa ruim, como a grande mídia mostra”.
E quem é o mestre do Macarrão? Mestre Martins, de 75 anos, que ensina capoeira há mais de 50. “Eu formei a maioria dos mestres de capoeira da região”, conta ele, que já ensinou a prática para cerca de 20 mil alunos durante a sua trajetória.
Mestre Martins faz parte do corpo docente desde a fundação da Vila Olímpica e diz que a capoeira é a sua vida. “Amo a capoeira porque dela fiz meu ideal”, diz.
A coordenadora técnica da Vila Olímpica já tem 10 anos de casa. Carla Carpenter começou como professora de hidroginástica e natação, considerada o carro chefe de lá. Ela, que é moradora da região, conta que isso é importante porque “você conhece e tem uma ligação maior com os alunos”.
Para Carla, “o esporte presente na vida das crianças muda muito na questão da disciplina e perspectiva”. Com isso, ela explica que existe um acompanhamento conjunto entre psicólogo, pedagoga, professores e coordenação para acompanhar as crianças, que precisam estar frequentando a escola.