Nos dias 26 e 27 de julho, uma delegação formada por 27 atletas de projetos sociais em favelas do Rio de Janeiro fez história no Open Brasileiro de Artes Marciais, em São Paulo. Liderada pelo professor e ex-lutador Henrique Silva, cria do Morro do Adeus, a equipe conquistou 26 medalhas entre ouros e pratas, 3 cinturões e o troféu de 2º melhor estado na classificação geral, ficando atrás apenas de São Paulo. O grupo era formado por jovens do projeto HSTEAM (Complexo do Alemão), T-Monster (Manguinhos) e Projeto Jardim Primavera (Caxias), com apoio dos treinadores Michel Gutemberg e professor Josmar.
Para muitos desses jovens, foi a primeira vez saindo do estado para disputar um campeonato nacional. “A felicidade era imensa entre eles. É uma experiência que marca a vida e fortalece o futuro desses atletas”, conta Henrique, que voltou a São Paulo não mais como lutador, mas como um dos representantes da delegação carioca. O impacto da experiência vai além do pódio: é uma afirmação da potência das comunidades na formação de talentos e na transformação de realidades por meio do esporte.



Henrique também destacou o orgulho de ver os alunos superando barreiras: “É muito gratificante ver essa garotada, que saiu da sua comunidade, lutando e vencendo em outro estado. Hoje, meu trabalho é preparar e acompanhar esses jovens. Quem sabe, em breve, não estaremos representando o Brasil em campeonatos internacionais?”, projeta o professor, que já lutou em 12 estados e 4 países. A seleção carioca de artes marciais mostrou que, das favelas, também saem campeões.
