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Rompimento de tubulação alaga 12 casas na comunidade Rio do Ouro, em Irajá; Águas do Rio atua no reparo

Famílias da comunidade Rio do Ouro perderam móveis e eletrodomésticos, e algumas casas foram condenadas. Segundo a Águas do Rio, famílias estão recebendo assistência; 25 bairros da zona norte ficam sem água

Casa na comunidade Rio do Ouro, em Irajá, ficou cheia de lama depois que o cano estourou. - Foto: Marcelo Alves/ TV Globo
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Moradores da comunidade Rio do Ouro, em Irajá, na Zona Norte do Rio, passaram por um grande susto na madrugada desta segunda-feira (2). Um cano muito grande da Águas do Rio, empresa que cuida da água na cidade, estourou e a água entrou com força em 12 casas da comunidade. Aconteceu por volta de uma e meia da manhã, quando quase todo mundo estava dormindo.

Segundo os moradores, antes de a água chegar eles ouviram um barulho muito forte, parecido com um estouro. Em poucos minutos, a água subiu e invadiu as casas. Muita gente acordou correndo, tentando salvar o que podia e sair de dentro de casa.

Uma das famílias mais atingidas da comunidade Rio do Ouro é a de Regiane Braga. Ela dormia com o filho de 13 anos quando ouviu o barulho. Ao levantar, viu que a água já tinha tomado o quarto e começava a levantar a cama. Regiane conseguiu sair por um buraco que se abriu na parede, que caiu com a força da água. A casa dela foi destruída. “Perdi tudo, tudo, tudo”, lamentou.

O pai dela, o idoso Robson José da Silva Reis, estava no local tentando recuperar alguns objetos. Ele contou que a filha só se salvou porque acordou com o estouro. Segundo ele, a água subiu tanto que tomou a casa toda e empurrou a filha para fora. Sem o barulho, os dois poderiam ter morrido afogados. Robson disse que as famílias não têm para onde ir e que esperam uma decisão do CRAS, o Centro de Referência de Assistência Social.

Móveis e objetos ficaram destruídos nas casas da comunidade Rio do Ouro. Foto: Marcelo Alves/ TV Globo

Outra moradora da comunidade, a idosa Dagmar dos Santos, também levou um susto. Ela levantou de madrugada para ir ao banheiro, ouviu um barulho ao longe e, quando pisou no chão, sentiu a água. Contou que o nível subiu muito rápido e que a parede da casa de Regiane caiu na frente da porta dela, e por isso ela não conseguiu abrir.

A força da água derrubou paredes, estragou móveis e levou embora objetos das famílias da comunidade Rio do Ouro. Em uma das casas, o chão cedeu e abriu um buraco dentro da casa.

A Defesa Civil foi até a comunidade para olhar como estavam as casas. A casa de Regiane foi a única totalmente interditada por risco de cair. Segundo o órgão, duas casas vão ser demolidas por risco de desabamento e outras duas foram interditadas. Até o meio da manhã, a área ainda não tinha sido isolada. Com tudo isso, várias famílias ficaram sem ter onde morar.

O que diz a Águas do Rio sobre o cano estourado

Em nota enviada ao Voz das Comunidades, a Águas do Rio informou que as equipes da concessionária seguem atuando no reparo de um vazamento em uma tubulação de grande porte na comunidade Rio do Ouro, em Irajá, na Zona Norte do Rio, nesta terça-feira (3). A previsão é que o serviço seja concluído dentro do período de retomada do abastecimento da manutenção do Sistema Guandu.

Para viabilizar o serviço, foi necessária a remoção de imóveis construídos sobre a tubulação, em área não edificável. A ação é conduzida pela Prefeitura do Rio, com apoio da Defesa Civil.

Desde o início da ocorrência, equipes de Responsabilidade Social da concessionária prestam assistência às famílias afetadas. Após as primeiras ações voltadas à segurança dos moradores, ao atendimento de suas necessidades imediatas e ao apoio na limpeza dos imóveis, os profissionais seguem trabalhando no levantamento dos danos.

A força da água derrubou paredes. Foto: Marcelo Alves/ TV Globo

Falta de água atinge 25 bairros da Zona Norte

O problema não ficou só na comunidade Rio do Ouro. Com o cano quebrado, a água faltou, total ou em parte, em 25 bairros da Zona Norte. São eles: Vista Alegre, Irajá, Vaz Lobo, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho, Engenho da Rainha, Vila da Penha, Brás de Pina, Madureira, Praça Seca, Cascadura, Quintino Bocaiúva, Pilares, Tomás Coelho, Inhaúma, Jacaré, Colégio, Abolição, Oswaldo Cruz, Campinho, Del Castilho, Bento Ribeiro, Piedade, Cachambi e Maria da Graça. Em muitos deles, o problema atinge só algumas partes do bairro.

E a situação pode piorar. Nesta terça-feira, dia 3, a Cedae vai parar o Sistema Guandu para uma manutenção, a partir das 4 horas da manhã. A água só deve voltar a ser produzida aos poucos na quarta-feira, e para chegar nas torneiras pode levar até três dias. A orientação é guardar água e usar só no que for mais importante. Para tirar dúvidas, a Águas do Rio atende pelo telefone e WhatsApp 0800 195 0 195.

Enquanto isso, quem mora na comunidade Rio do Ouro espera ajuda para recomeçar a vida depois de perder casa, móveis e a tranquilidade.