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Reinaugurado mês passado, Teleférico da Providência está parado há mais de uma semana

Modal estava há oito anos parado e sua recuperação custou R$ 42 milhões

O Teleférico da Providência está parado desde a última quarta-feira (15). Reinaugurado no dia 7 de abril, o transporte que atende principalmente a população do Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio, não funcionava desde 2016. O investimento do poder público na recuperação do modal foi de R$ 42 milhões. 

Jéssica Medeiros, de 34 anos, é cria da Providência e acha que a reinauguração teve motivação política. “Somente para calar a boca do povo, porque é ano de eleição. O horário não atendia o povo que volta do trabalho. Agora tem uma semana que tá parado. O pessoal do teleférico falou que tinha dado problema em uma peça e voltaria a funcionar no dia seguinte, mas até agora não voltou. Quanto tempo ficou parado? 8 anos. Aí do nada reinaugura. Não dá um mês direito e para”, comenta. 

Ginilda Nogueira, de 56 anos, também é moradora do morro e confessa que a localização das estações não a atendia. “Para mim ainda não faz diferença porque eu trabalho no Santo Cristo. Mas, antigamente eu tinha medo e agora que eu criei coragem de experimentar, não tem mais. Dizem que deu problema e é melhor parar tudo do que parar com gente dentro.” E finaliza: “Tem que parar de iludir o povo, é muita grana para parar em pouco mais de um mês”.

Foto: Thayná de Souza / Voz das Comunidades

Quando reinaugurado, a Prefeitura do Rio informou que o retorno aconteceria de forma gradual. No mês de abril, o equipamento funcionaria de terça a sexta-feira, das 8h às 12h, e aos sábados, das 8h às 11h. Às segundas-feiras, o teleférico fecha para manutenção. 

Procurada, a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), empresa pública da prefeitura, ainda não se pronunciou.

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PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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