Em um encontro realizado na última quarta-feira (6) com o ministro Edson Fachin, relator da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, a Redes da Maré cobrou a realização de perícias nas mortes decorrentes de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. A organização defendeu que é necessário “romper o ciclo de violência que há décadas se repete, sem assegurar o direito efetivo à segurança pública”.
Em nota, a instituição destacou a importância da atuação de outros órgãos nas apurações, especialmente a Polícia Federal, para garantir a integridade das provas. “Diante dessas irregularidades, é fundamental que outros órgãos, como a Polícia Federal, participem no apoio das investigações e que sejam preservados integralmente os elementos periciais e a cadeia de custódia, garantindo contraprovas independentes”, afirmou o texto.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação já abriu um inquérito para investigar a atuação de grupos do crime organizado no Rio. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou que a PF apresente um relatório com as informações já reunidas.
Segundo a Corte, uma apuração preliminar sobre o tema já vinha sendo conduzida desde agosto e servirá de base para a nova investigação federal. A decisão ocorre em meio à escalada da violência policial em favelas cariocas e ao aumento de denúncias sobre execuções e violações de direitos humanos durante operações.
