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“Prometi que faria de tudo por ele”: família do Complexo do Alemão se mobiliza para ajudar jovem que teve perna amputada após acidente 

Gustavo de Souza, de 13 anos, foi atropelado por um motociclista alcoolizado. Irmão organiza vaquinha para comprar prótese avaliada em R$ 120 mil

Foto: Uendell Vinicius/Voz das Comunidades
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No dia 29 de junho a rotina da família Souza mudou drasticamente. Gustavo de Souza, de apenas 13 anos, estava a caminho de casa para buscar sua chuteira e participar de mais um domingo de futebol com os amigos no Condomínio PAC, na Avenida Itaóca, no Complexo do Alemão. No trajeto, foi atingido por um motociclista em alta velocidade, aparentemente alcoolizado.

“Ele tinha acabado de abraçar minha filha, a sobrinha dele. Quando voltou para pegar a chuteira, foi atropelado. O rapaz estava tão embriagado que dentro da ambulância nem sabia que estava de moto”, contou Alexandre Souza, irmão de Gustavo.

Foto: Uendell Vinicius/Voz das Comunidades

Com fratura exposta na tíbia e cortes profundos na altura do fêmur, o menino foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, onde passou pela primeira cirurgia. Dois dias depois, já em casa, a família percebeu sinais de complicações no pé da criança: bolhas e escurecimento dos dedos. “Retornei ao hospital com fotos e recebi a notícia de que a amputação seria inevitável”, relata Alexandre. “A parte mais difícil foi contar pra ele.”

Agora, Gustavo precisa de uma prótese especial, que permita retomar a prática de esportes. O orçamento é alto: R$ 120 mil. A família criou uma vaquinha online e já arrecadou cerca de R$ 17 mil, mas ainda está longe da meta (clique aqui para contribuir com doações).

“A gente não quer apenas que ele ande, mas que tenha mobilidade suficiente pra correr, brincar, ser criança. Prometi que faria tudo por ele”, diz o irmão, emocionado. “Ele gosta de futebol, basquete… É muito ativo. A amputação foi um baque enorme, mas quero garantir que isso não destrua o emocional dele.”

Foto: Uendel Vinicius/Voz das Comunidades

A mãe do menino teve que parar de trabalhar para acompanhá-lo, e Alexandre, mesmo morando em outra casa, tem se revezado entre o trabalho e os cuidados com o irmão. “Me endividei. Peguei empréstimo. Toda ajuda que recebemos é para ele. Ele quer a gente por perto, e é isso que a gente tem feito.”

A campanha segue ativa na internet, e a família reforça o apelo: “Quem puder, ajude. Cada valor é um passo para dar ao Gustavo a chance de voltar a sorrir.” Além da vaquina on-line, doações podem ser feitas através da chave de Pix: 175.208.297-40.

Foto: Uendell Vinicius/Voz das Comunidades
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