Uma pessoa foi morta e quatro ficaram feridas durante operação da Polícia Civil em Manguinhos, Zona Norte do Rio, neste início de manhã de quinta-feira (31). Desde das primeiras horas, moradores relataram clima de tensão e tiroteios.
De acordo informações da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos, três pessoas deram entrada na unidade atingidas por disparos de arma de fogo, incluindo um adolescente de 14 anos. Dois adultos também foram feridos. Um deles já recebeu alta. O adolescente e o outro homem foram encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas. Ainda segundo a unidade, eles estão aparentemente estáveis.
Funcionários Fiocruz encontraram dificuldade para chegar ao trabalho. Durante o trajeto, tiveram que se abaixar ao ficar no meio do fogo cruzado. A instituição fica próxima da comunidade do Mandela, em Manguinhos.

Moradores em desespero foram às ruas protestar, inclusive a manifestação liderada pelos motoristas locais com pedidos de justiça na Leopoldo Bulhões, principal via de acesso a área.
A avenida Leopoldo Bulhões chegou a ser fechada por segurança, mas o acesso neste momento está normalizado.

Impacto no Transporte Público
A operação também provocou mudanças na mobilidade. As linhas de ônibus 350 (Irajá – Castelo) e 634 (Bananal – Saens Peña) foram desviadas. O trânsito chegou a ser interrompido, mas já foi liberado. Os trens da Supervia operaram normalmente e o BRT Transbrasil não teve alterações. A Clínica da Família da região suspendeu o início do atendimento e avalia se conseguirá abrir ainda hoje.
A operação acontece mesmo diante das diretrizes da ADPF das Favelas, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabelece regras para ações policiais em favelas. Entre elas: presença obrigatória de ambulâncias em operações com risco de violência, comunicação imediata de mortes ao Ministério Público, proibição da remoção de corpos pela polícia, e preservação da cena do crime com perícia independente.
