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Justiça Militar absolve PMs acusados de fraudar cena da morte de Kathlen Romeu

Por maioria de votos, Conselho Especial de Justiça, formado por PMs, inocentou três policiais acusados de forjar cena de confronto

Foto: Reprodução
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Quatro anos após a morte da designer de interiores Kathlen Romeu, grávida de quatro meses, a Auditoria da Justiça Militar decidiu absolver os policiais militares acusados de fraude processual no caso. A jovem foi atingida por um tiro de fuzil durante uma operação policial no Complexo do Lins, Zona Norte do Rio, em junho de 2021.

O sargento Rafael Chaves Oliveira e os cabos Rodrigo Correia Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano foram inocentados da acusação de manipular o local do crime para simular um confronto armado. Segundo o Ministério Público, os agentes teriam inserido 12 cápsulas de pistola na cena, com o objetivo de forjar uma troca de tiros.

Apesar das acusações, o Conselho Especial de Justiça, formado por outros policiais militares, votou pela absolvição dos réus por maioria. Apenas o juiz civil que integra o colegiado discordou, destacando em seu voto que “a prova técnica mostra que não houve confronto”, de acordo com o G1.

Horas antes da decisão, familiares de Kathlen protestaram em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pedindo justiça e responsabilização dos envolvidos.

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Os policiais ainda respondem a um segundo processo, dessa vez na Justiça comum, que pode levá-los a júri popular. A data do julgamento, no entanto, ainda não foi definida.