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Com ruas em paralelepípedos, Morro da Providência será asfaltado; prazo estimado é de 40 dias

De acordo com a Subprefeitura do Centro do Rio de Janeiro, as obras iniciaram nesta quarta-feira (30)
Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades
Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

Os moradores do Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, receberam, na manhã desta quarta-feira (31), um panfleto anunciando a chegada do asfalto conhecido como ‘tapetinho’ no território. Considerada a primeira favela do Brasil, suas ruas históricas são pavimentadas em paralelepípedos. De acordo com a Subprefeitura do Centro do Rio de Janeiro, as obras iniciaram hoje e o prazo estimado para finalização é de 40 dias. 

O tatuador Matheus Ayres, de 25 anos, mora no alto do morro e confessa que achou a notícia maravilhosa. “Os carros e motos agradecem. Paralelepípedo ferra muito os veículos que descem e sobem todo dia”, disse. “Sabe aquelas motos barulhentas que você sabe que não são do motor e sim peças soltas? É muito por isso”, pontuou o morador. 

O tatuador Matheus Ayres tem 25 anos e é morador da Providência
Foto: Pedro Silva

Ele explica que a trepidação estraga muito rápido qualquer suspensão dos veículos mais populares. “Nenhum parafuso resiste muito tempo também, tem que ter o dobro do cuidado e estar sempre apertando tudo. A placa do meu irmão, por exemplo, caiu”, acrescentou, rindo. Matheus afirmou que já ouvia essa história de asfaltamento da Providência há um ano. 

Procurada, a Subprefeitura do Centro do Rio de Janeiro informou que a ação de asfaltamento das ruas do Morro da Providência atende a uma demanda antiga dos moradores. “As vias contempladas incluem Ladeira do Faria, Ladeira do Barroso, Ladeira do Livramento, Rua do Monte e Rua Costa Ferreira, totalizando cerca de 2,5 km de pavimentação.”

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Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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