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Após décadas, moradores comemoram o fim do esgoto a céu aberto no Morro dos Prazeres

Obras da Águas do Rio eliminou problema que impactava cerca de 200 moradores em comunidade da Zona Sul

A Águas do Rio trabalha para transformar a realidade das comunidades por meio do saneamento Foto: Águas do Rio
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Por muitos anos, a paisagem do Beco do Adão, no Morro dos Prazeres, foi marcada não apenas pelos paralelepípedos e pelas construções coladas umas às outras. Era, também, permeada por algo que ninguém gostaria de ter na porta de casa: o esgoto escorrendo a céu aberto. Além de conviver com mau cheiro, mosquitos e o medo constante de doenças, os moradores do local viveram décadas sem saneamento básico. Mas a comunidade localizada em Santa Teresa, um dos bairros turísticos do Rio de Janeiro, agora celebra o fim de um problema histórico.

A Águas do Rio, empresa da AEGEA, concluiu recentemente a obra da rede coletora de esgoto da região, que beneficia cerca de 200 moradores. Aluízio de Oliveira Cura, conhecido por todos como Seu Aluízio, é nascido e criado no local, e relata com tristeza que essa situação se arrastava há tempos. O bombeiro hidráulico, que participou do programa Favela-Bairro na região e conhece bem as tubulações locais, conta as dificuldades de viver nesse cenário. “Eu tenho 67 anos de morro e isso aqui sempre foi assim. Durante o dia, ficar em casa era insuportável por causa do cheiro ruim. De noite, era uma luta para dormir por causa dos mosquitos.Tinha muito inseto, muito mesmo”, disse.

Morador Aluízio de Oliveira Cura Foto: Águas do Rio

Dias Melhores

Quem também passava sufoco era Mônica Mangueira Simão, de 53 anos. Atualmente desempregada, ela viveu boa parte da vida com seus dois filhos adolescentes ao lado da antiga rede de esgoto. “Desde quando vim morar aqui, em 2010, que esse esgoto estava assim. Era um sofrimento diário por conta do cheiro ruim, fora a dificuldade de passar pela sujeira ao sair e entrar em casa.” Para Mônica, saber que seus familiares e amigos poderiam contrair doenças de pele ao pisar na poça de água poluída causava medo. Por este motivo, a dona de casa evitou, por um longo período, receber visitas.

Moradora Mônica Mangueira Simão Foto: Águas do Rio

Segundo dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil, o país registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor. A obra da concessionária, que pôs fim ao esgoto a céu aberto na região e devolveu dignidade e qualidade de vida para os moradores, foi liderada pelo supervisor de obras da Águas do Rio, Patrick Rodrigues. O trabalho feito contou com a implementação de nova rede e a construção de poços de visita, ligando o efluente na rede coletora e evitando que o mesmo
volte a extravasar.

“Estamos empenhados em transformar a realidade das comunidades do Rio de Janeiro. O objetivo é garantir que todos
tenham acesso ao saneamento básico, fundamental para a dignidade humana e o desenvolvimento social”, afirmou Patrick.

Agora, Aluízio e Mônica vizinhos e amigos de longa data comemoram a nova fase do Beco do Adão, sem mosquitos, sem
mau cheiro e, principalmente, sem esgoto vazando na porta de casa. “Agradecemos a Águas do Rio pelo trabalho realizado.
Transformou a nossa realidade e devolveu a nossa dignidade. É muito bom poder entrar e sair de casa sem conviver com toda aquela sujeira” finaliza, Mônica.

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