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Academia Valéria Martins lança campanha para evitar risco de fechar as portas e garantir o próprio espaço; veja como ajudar

Projeto atende crianças e adolescentes com aulas de dança, reforço e assistência social

Foto: Selma Souza/Voz das Comunidades
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Após 11 anos oferecendo arte e educação para crianças e adolescentes da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, a Academia Valéria Martins corre o risco de fechar as portas por falta de recursos. Para evitar o fim das atividades, foi lançada uma campanha de arrecadação com o objetivo de comprar um espaço próprio.

“Levamos as crianças e adolescentes do território à oportunidade de terem suas vidas transformadas através da arte e da educação. Hoje, são 200 pessoas atendidas com assistência social, aulas de reforço escolar, biblioteca e diversas modalidades de dança, como jazz, sapateado, contemporâneo, alongamento e ballet clássico”, explicou Valéria Martins, fundadora do projeto.

Ao longo dos anos, a academia ajudou jovens a alcançarem carreiras profissionais. “Já são sete alunos com intercâmbio no exterior, dois aprovados no ballet Bolshoi e muitos que conquistaram o DRT, que os permite trabalhar na área da dança”, afirmou Valéria.

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O projeto é mantido por padrinhos, pelo apoio da empresa Fênix Consultoria e, em alguns momentos, por editais. Quando não há esses recursos, a academia solicita contribuições dos responsáveis pelos alunos. “Mas muitos não podem pagar, e tudo bem. Seguimos com professores voluntários, que são jovens que um dia iniciaram no projeto, se formaram e hoje voltam para devolver o que aprenderam comigo”, destacou.

Diante da crise financeira, a cantora Tília, filha do DJ Dennis, conheceu o projeto e decidiu sugerir uma alternativa. “Ela esteve aqui, passou uma tarde inteira com as crianças e foi um momento inesquecível. A ideia da vakinha foi dela. O objetivo é arrecadar R$ 110 mil para conseguirmos comprar um espaço próprio e recomeçar o projeto”, contou Valéria. (clique aqui para acessar a vaquinha).

Cantora Tília com equipe e alunos da Academia Valéria Martins. (Foto: Reprodução)

Enquanto a meta não é atingida, a fundadora tenta manter as atividades de forma improvisada. “Vou reunir a galera em uma varanda emprestada de uma amiga. Infelizmente, terei que dispensar algumas crianças nesse local provisório. Mas creio que com a vakinha conquistaremos nosso novo lar. Fé sempre!”, disse.

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