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Operação emergencial na Maré paralisa serviços, fecha unidades de saúde e atinge sala de aula da UFRJ

Confronto começou no fim da manhã desta quarta-feira, provocou correria na comunidade, fechou unidades de saúde, interrompeu vias expressas e obrigou helicóptero policial a pousar na UFRJ.

Foto: Reprodução
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Uma operação policial emergencial da Polícia Civil no fim da manhã desta quarta-feira (26), na Vila do João, no Conjunto de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio, provocou uma intensa troca de tiros que assustou moradores e quem passava pelo entorno. O confronto começou por volta das 11h e rapidamente alterou a rotina da região.

Dentro da Maré, moradores correram para se abrigar enquanto o tiroteio se intensificava. Escolas localizadas no território também foram diretamente afetadas: em uma das unidades, crianças e professores precisaram se deitar no chão das salas para se proteger.

Foto: Reprodução

Quatro unidades de saúde que atendem o conjunto de favelas suspenderam totalmente as atividades por causa da violência, deixando moradores sem acesso a serviços essenciais. Durante o confronto, um aluno de 10 anos foi baleado dentro da Escola Municipal Hélio Smidt, que fica ao lado do 22º BPM (Maré). A criança foi socorrida para a Clínica da Família Jeremias Moraes da Silva, onde aguardava transferência. Até o momento, segundo informações, a bala que atingiu o aluno já foi retirada e está sendo transferido para o Hospital Getúlio Vargas.

O impacto ultrapassou os limites da comunidade. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tiros foram ouvidos e um dos disparos chegou a atingir uma sala de aula. Um helicóptero utilizado na operação precisou fazer um pouso emergencial no pátio da instituição, que suspendeu as aulas dos turnos da tarde e noite. A Fiocruz, localizada em frente à Maré, também acionou o protocolo de segurança, interrompendo a movimentação dentro do campus.

Por segurança, importantes vias expressas como a Avenida Brasil, Linha Amarela e Linha Vermelha chegaram a ser parcialmente interrompidas durante o confronto.

O Voz das Comunidades entrou em contato com a Polícia Civil. A guarnição respondeu que realiza a operação emergencial para evitar confronto entre grupos armados em outra comunidade. “Para evitar um confronto que poderia fazer diversas vítimas inocentes, policiais civis da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizam, neste momento, uma operação na região. A ação está em andamento”, finaliza a nota.

[reportagem em atualização]