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Após intimação de depoimento, jovem de Cavalcanti é preso sem provas e família denuncia falhas na investigação

Luan de Oliveira Theodoro, pai de três filhos, foi preso após ser chamado apenas para dar um depoimento

Foto: Reprodução
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O caso de Luan de Oliveira Theodoro, morador de Cavacanti, Zona Norte do Rio, reacende mais um caso de injustiça no Rio de Janeiro. O garoto foi preso após ser intimado pela delegacia somente para prestar depoimento. Obedecendo a lei, o garoto foi até a unidade policial, onde após o depoimento, acabou sendo preso. E nunca mais saiu.

O caso aconteceu no dia 26 de setembro. Pai de três crianças, o caso gerou indignação entre familiares. O jovem, que trabalha em uma loja de capinhas de celular em Madureira, foi preso sem provas após ser intimado para prestar esclarecimentos na delegacia, no dia 26 de setembro, e nunca mais saiu do local.

Segundo a defesa, Luan foi submetido a um reconhecimento ilegal dentro da sede policial, sem o cumprimento dos procedimentos previstos em lei. “Ele não tinha mandado de prisão e, ainda assim, foi mantido na delegacia até o domingo (28/09), quando foi transferido para a custódia em Benfica”, relatou a advogada de Luan. A irregularidade se estende também à audiência de custódia, que por lei deve ocorrer em até 24 horas após a prisão. No entanto, Luan só foi apresentado à Justiça no dia 30 de setembro, quatro dias após ser detido.

Segundo informações, Luan foi acusado de um roubo que aconteceu por volta de 19h no dia 30 de agosto, na Barra da Tijuca. Entretanto, câmeras de segurança da loja em que trabalha em Madureira mostram o jovem dentro do estabelecimento, no mesmo horário. “Já colocamos isso nos autos, mas o caso ocorre em segredo de justiça”, confirmou a advogada.

Câmeras de segurança dentro da loja em Madureira mostram o jovem trabalhando no horário da ocorrência
Vídeo: Reprodução

A juiza do caso classificou o processo em nível 4 de sigilo, o mais restrito, o que dificulta o acesso da defesa aos autos. “Apresentamos todos os documentos, mas a magistrada manteve a prisão sem fundamentar adequadamente a decisão”, explicou o advogada.

Diante do descaso com o jovem, familiares de Luan fizeram um protesto em Madureira. A irmã, Jannaína de Oliveira, falou à reportagem. “Isso não é justo. Não é certo ele pagar por um erro de alguém. Nós só queremos ele de volta e que a justiça seja feita”, relatou. Ela também conta que não sabe mais quais desculpas dar às filhas de Luan. “Elas perguntam dele toda hora. Eu não sei mais o que dizer.”

Foto: Reprodução

Recentemente, a audiência de custódia de Luan foi remarcada. Enquanto isso, sua família e amigos seguem mobilizados, pedindo justiça e a imediata libertação do jovem. “Nós só queremos justiça. Luan não é bandido”, afirmou a família durante o protesto em Madureira.