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Pintando 7 levou alegria, brincadeira e cuidado com a saúde para as crianças do Complexo do Alemão

Na 13ª edição da Festa das Crianças, moradores falaram da importância de ter lazer, cultura e atendimento de saúde perto de casa

Evento foi um sucesso - Foto: Uendell Vinicius / Voz das Comunidades
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Foi dia de festa para a criançada do Complexo do Alemão. No último sábado (24), o Voz das Comunidades realizou a 13ª edição do Pintando 7, a Festa das Crianças, na Rua Engenheiro Manoel Segurado, conhecida como a rua da UPA do Alemão, na Zona Norte do Rio. A programação começou às 9h da manhã e foi toda de graça.

Para as crianças, teve muita diversão. Houve música, apresentação da bateria da escola mirim Crias da Imperatriz e do grupo infantil Violúdico, além de batalhas de rima e passinho. Também teve futebol de sabão, tobogã, guerra de cotonetes, área baby, personagens vivos, contação de histórias e entrega de livros. A garotada ainda ganhou pipoca, cachorro-quente, refrigerante, pizza, sorvete, algodão-doce e saquinhos de doces.

Quem acompanhou a festa de perto ficou muito feliz. A doméstica Rosane da Conceição, de 53 anos, levou o neto para o evento e aprovou. “Excelente. Eu fico muito feliz, acho uma coisa muito bonita”, contou. Ela também disse que a comunidade precisa de mais momentos de lazer para as crianças. “Carece muito”, afirmou.

Foto: Uendell Vinicius / Voz das Comunidades

A vendedora Cristiane Nascimento, de 35 anos, também falou da importância do dia. Para ela, a festa traz alegria, faz as crianças saírem um pouco de casa e conhecerem coisas novas. Cristiane lembrou ainda que a favela não tem só violência. Segundo ela, sempre existem coisas boas para as crianças se divertirem, e o evento mostra isso.

O Pintando 7 também contou com a ajuda de gente que mora na própria comunidade. Leanderson Guedes, que trabalhou como voluntário, disse que se sente feliz e orgulhoso de fazer parte da 13ª edição. Ele explicou que, na favela, muitas vezes as pessoas ficam longe dos direitos básicos e também do lazer. Para ele, levar a brincadeira para dentro do território e dar trabalho para quem mora ali é uma forma de recuperar algo que foi tirado da comunidade há muito tempo: a alegria, a felicidade e a tranquilidade.

Teve muita contação de historia – Foto: Uendell Vinicius / Voz das Comunidades

A saúde das crianças também teve lugar na festa, com vacinação infantil. Os responsáveis foram orientados a levar o cartão de vacinação. O enfermeiro Evandro, de 30 anos, que trabalha na Clínica da Família, explicou por que esse tipo de ação é tão importante. Segundo ele, a equipe de saúde da família não atua só dentro do consultório. Ela vai até o território, faz visitas nas casas e chega a lugares onde outros serviços muitas vezes não chegam.

O enfermeiro Evandro, de 30 anos – Foto: Uendell Vinicius / Voz das Comunidades

Evandro contou que, normalmente, o paciente é quem procura o posto de saúde. Quando a equipe vai até a comunidade, o cuidado chega primeiro. Isso ajuda famílias que, por vários motivos, não conseguem ir ao posto, como pessoas que estão acamadas ou que têm alguma dificuldade para sair de casa.

O fundador do Voz das Comunidades, Rene Silva, resumiu o espírito do evento. Para ele, o Pintando 7 é um dia de alegria e de cuidado com as crianças. A ideia é que elas se divirtam, mas também tenham acesso a cultura, livros e saúde. Tudo feito com muito carinho para as famílias do Complexo do Alemão.

Com 13 edições, o Pintando 7 mostra que a favela tem festa, tem cultura e tem gente que cuida de quem mora nela.

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