A atuação de policiais militares durante a Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, é alvo de uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A Justiça Militar aceitou três denúncias contra oito policiais suspeitos de cometer irregularidades durante a ação.
Entre as acusações estão invasão de casas, furto de bens de moradores e tentativas de impedir a gravação das câmeras corporais. Segundo o MPRJ, alguns agentes teriam retirado os equipamentos das fardas ou guardado as câmeras em locais onde não poderiam registrar a ação policial.
Em um dos casos, policiais são acusados de arrombar o portão de uma casa vazia e entrar no imóvel. Um dos agentes também responde à acusação de retirar um picolé da geladeira de uma residência.
As denúncias ainda apontam que policiais teriam descumprido ordens superiores ao retirar ou esconder as câmeras. Em outro caso, um agente é acusado de cobrir o equipamento para impedir a gravação das imagens. A informação foi divulgada no Ancelmo Gois.
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Investigação já envolve 17 policiais
O caso faz parte de uma investigação mais ampla. Até o momento, o MPRJ apresentou seis denúncias contra 17 policiais militares por suspeitas de irregularidades durante a mesma operação. Entre as acusações estão também apropriação de armas, peças de veículos e constrangimento de moradores.
Para avançar nas apurações, o Ministério Público analisa mais de 3.600 horas de gravações. O órgão também abriu um Procedimento Investigatório Criminal para investigar as possíveis irregularidades.
Além disso, o MPRJ recomendou a criação de um protocolo conjunto entre as secretarias de Segurança Pública e as polícias Militar e Civil. A proposta busca melhorar o uso das câmeras corporais e contribuir para a redução da letalidade policial.
A aceitação das denúncias pela Justiça Militar não significa que os policiais foram condenados. Os casos ainda serão julgados.
A investigação reforça a importância de fiscalizar as operações policiais e garantir que possíveis abusos contra moradores sejam apurados.
