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Seminário debate arquitetura das favelas e coloca territórios populares no centro do planejamento urbano

Evento gratuito acontece nesta sexta-feira (4) e sábado (5), com sete mesas de debate e uma vivência no Morro da Providência, no Rio de Janeiro

Foto: Uendell Vinicius / Voz das Comuniddes
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As favelas também constroem cidade. Partindo dessa perspectiva, o II Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social reúne, nos dias 4 e 5 de setembro, moradores, arquitetos, urbanistas, pesquisadores, representantes do poder público, da iniciativa privada e lideranças comunitárias para discutir o papel dos territórios populares na construção e no planejamento das cidades.

Com o tema “A Favela Como Cidade”, o evento é gratuito e chega à segunda edição propondo ampliar o olhar sobre arquitetura e urbanismo para além da chamada cidade formal, reconhecendo os conhecimentos, soluções e tecnologias desenvolvidos diariamente dentro das favelas.

O seminário foi idealizado pelo arquiteto e urbanista Fernando Pereira, cria do Morro da Providência e presidente do Instituto Arquitetos da Favela. A proposta é discutir os territórios populares não apenas a partir de seus problemas e da ausência de políticas públicas, mas também a partir do conhecimento produzido por quem vive e transforma esses espaços.

Sete mesas discutem o futuro das cidades

A programação começa nesta sexta-feira (4), com sete mesas temáticas que abordam questões diretamente relacionadas ao cotidiano das favelas e ao desenvolvimento urbano.

Entre os assuntos estão direito à cidade e segurança, moradia digna e habitação social, métodos e soluções arquitetônicas desenvolvidas nas favelas, sustentabilidade e mudanças climáticas, investimento social, empreendedorismo e regularização fundiária.

As mesas serão divididas nos seguintes temas:

  • Favela, Direito à Cidade e Segurança;
  • Moradia Digna e Habitação Social;
  • Arquitetura da Favela e Métodos;
  • Sustentabilidade e Mudanças Climáticas;
  • ESG e Investimento Social;
  • Empreendedorismo e Desenvolvimento;
  • Regularização Fundiária.

A discussão parte do entendimento de que pensar políticas urbanas para as favelas exige a participação de quem conhece esses territórios a partir da própria experiência.

Ao longo de décadas, moradores desenvolveram formas próprias de construir, ocupar e organizar os espaços, além de soluções relacionadas à mobilidade, moradia, convivência comunitária e adaptação às características de cada território.

Nesta edição, o seminário também incorpora o debate sobre Urbanismo Social, conceito que busca relacionar intervenções urbanas à participação dos moradores, inclusão social, desenvolvimento econômico, sustentabilidade e articulação entre diferentes setores da sociedade.

Segundo dia terá vivência no Morro da Providência

No sábado (5), a programação sai das mesas de debate e segue para o território, com uma vivência no Morro da Providência, na Região Central do Rio.

A atividade pretende aproximar os participantes da história, da arquitetura, da cultura e das soluções urbanas construídas pelos próprios moradores da comunidade.

A escolha da Providência também tem caráter simbólico. Reconhecido historicamente como a primeira favela do Brasil, o território completará 130 anos em 2027 e ocupa um lugar importante na formação urbana e social da cidade do Rio.

Ao levar parte da programação para dentro da favela, o seminário reforça uma das principais propostas desta edição: fazer com que os territórios populares deixem de ser apenas objetos de estudo e passem a ocupar o lugar de produtores de conhecimento sobre as próprias cidades.

Inscrições até 4 de setembro, pela plataforma Sympla

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