Segundo o levantamento, Paes tem 38% dos votos. Os outros dois candidatos mais bem colocados, o deputado Douglas Ruas (PL) e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), aparecem empatados, com 10% cada um. Nenhum outro nome chega a 2% dos votos.
A pesquisa testou várias situações diferentes, e em todas elas Paes aparece em primeiro lugar. Em um cenário sem Garotinho na disputa, ele chega a 42% dos votos. E, se a eleição fosse decidida no segundo turno, Paes também venceria com folga tanto Ruas quanto Garotinho.
Garotinho voltou a poder disputar a eleição depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os efeitos de uma condenação que ele tinha. Mesmo assim, ele é o candidato mais rejeitado pelos eleitores. A pesquisa mostra que 65% das pessoas que o conhecem dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Paes tem uma rejeição bem menor, de 40%.
Um dos motivos para o favoritismo de Paes é a insatisfação com o governo atual do estado. Mais da metade dos entrevistados, 52%, desaprova a administração estadual. Apenas 28% aprovam.
Benedita da Silva lidera a disputa pelo Senado
Para as duas vagas do Senado, a disputa está mais dividida. Benedita da Silva aparece na frente, com 11% dos votos. Logo atrás vem o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), com 8%. Como a diferença entre os dois é pequena, dentro da margem de erro da pesquisa, especialistas consideram que os dois estão tecnicamente empatados.
Um dado que chama atenção é o desempenho fraco do senador Carlos Portinho (PL), que é o candidato escolhido pelo grupo político de Flávio Bolsonaro para o Senado. Ele não passa de 4% em nenhum dos cenários testados.
A pesquisa também mostra que Crivella é o candidato mais rejeitado ao Senado, com 63% dos eleitores dizendo que nunca votariam nele. Benedita aparece em seguida, com 47% de rejeição. Segundo o levantamento, essa rejeição alta de Benedita está ligada ao fato de ela ser muito conhecida pelos eleitores, e não porque seu desempenho seja ruim.
Mais de 60% dos eleitores ainda estão indecisos ou pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer para as eleições ao Senado. Isso mostra que essa disputa ainda pode mudar bastante até o dia da votação.
A pesquisa foi feita pelo instituto Quaest, contratada pelo Banco Genial. Foram ouvidos 1.200 eleitores do Rio de Janeiro, de forma presencial, entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos.