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Complexo da Maré, Morro do Fubá e Primavera amanhecem com operação policial; um homem foi baleado

Desde as primeiras horas do dia já era possível escutar tiros nos territórios

Foto: Reprodução
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Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (23) já era possível escutar tiros no Complexo de Favelas da Maré, Morro do Fubá e na Comunidade Primavera, todas localizadas na Zona Norte do Rio. Isto porque, de acordo com a Polícia Militar, está acontecendo neste momento operações policiais nestes territórios.

Na Maré, segundo o Fogo Cruzado, a operação está concentrada nas favela da Baixa do Sapateiro, Morro do Timbau, Salsa, Conjunto Esperança, Vila do Pinheiro e Vila do João, com a presença do BOPE, Recom, BPVE (Policiamento em Vias Expressas), Subsecretaria de Inteligência e 22º BPM (Maré). Esta já é a quinta operação policial só no mês de julho na Maré.

Segundo relatos, um homem foi baleado na Maré e levado pelos agentes policiais para o Hospital Geral de Bonsucesso.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, até o momento, cinco unidades de saúde que atendem a região da Maré suspenderam o início do funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas.
 
Na região de Cascadura, até o momento, duas unidades de saúde foram impactadas. Uma delas suspendeu o início do funcionamento e avalia a possibilidade de abertura nas próximas horas e a outra mantém o atendimento à população, mas as atividades externas no território foram suspensas.
 
E na região da Praça Seca, uma unidade de saúde mantém o atendimento à população, mas as atividades externas no território foram suspensas.

De acordo com o Maré de Notícias, são mais de 10 horas de ação, que atingiu 9 favelas, fechou 5 unidades de saúde e deixou 2 pessoas feridas. Além dos feridos, moradores relataram invasões de domicílios sem mandado judicial e depredação de patrimônio, especialmente veículos. Durante o período de férias escolares, atividades de organizações que acolhem estudantes precisaram ser suspensas.

Também segundo eles, mais uma vez, as determinações da ADPF das Favelas foram descumpridas. Muitos agentes de segurança atuaram sem câmeras corporais e a ambulância para socorro a vítimas não foi identificada no território.

Operação segue em andamento e qualquer informação vamos atualizando.